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Jornal Clarín Brasil JCB News – Brasil 26/02/25
O nadador que se apresenta como transgênero, sob a identidade de Lia Thomas, cujo nome de nascimento é Will Thomas, anunciou sua retirada dos esportes femininos depois que a Federação Internacional de Natação (FINA) declarou “inelegível para participar” em competições femininas. Esta decisão foi um marco significativo no debate em andamento sobre a inclusão de atletas transgêneros no esporte feminino.
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Lia Thomas, formada pela Universidade da Pensilvânia em 2022, ganhou notoriedade ao se converter na primeira mulher transgênero ao ganhar um título da NCAA na Divisão I. Sua vitória nos 500 metros estilo livre no Campeonato Nacional da NCAA de 2022 gerou um intenso debate sobre a equidade e a inclusão nos esportes femininos.
Depois de Victoria, a FINA levou a cabo um estúdio científico independente que concluiu que o sexo biológico é uma chave determinante no desempenho atlético, sinalizando que as diferenças biológicas entre homens e mulheres, especialmente após a puberdade, proporcionam aos homens uma venda em esportes esportivos. Como resultado, em 2022, a FINA implementou uma política que proibia as mulheres transgênicas que passaram por qualquer etapa da puberdade masculina competindo em categorias femininas.
A batalha legal de Thomas
Em resposta a esta política, Thomas, em apoio ao bufete do advogado canadense Tyr, apresentou uma solicitação de arbitragem ao Tribunal de Arbitragem Deportiva (TAS) em setembro de 2023. Argumentou que os regulamentos da FINA eram “discriminatórios” e causavam “um dano profundo às mulheres trans”. No entanto, em junho de 2024, o TAS desejou sua solicitação, citando a falta de legitimidade de Thomas para impugnar as políticas, já que não era meu membro ativo da USA Swimming naquele momento.
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Reações à decisão do TAS
Depois da queda, Thomas expressou sua decepção, afirmando que as proibições gerais que impedem as mulheres de competirem trans são discriminatórias e privadas de oportunidades atléticas valiosas que são centrais para suas identidades. Por outro lado, figuras como Riley Gaines, exnadadora da Universidade de Kentucky e ativista, celebram a decisão como uma vitória para as mulheres e as meninas em todas as partes. Ganhos e outros atletas universitários empreenderam ações legais contra a NCAA para permitir que Thomas concorresse em 2022.
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O futuro da inclusão trans nos esportes aquáticos
Em um esforço para promover a inclusão, a FINA introduziu uma categoria “aberta” projetada para permitir a participação de nadadores transgêneros. No entanto, os planos para estrear esta nova categoria na Copa do Mundo de Berlim em 2023 foram cancelados devido à falta de inscrições. Este resultado destaca os desafios que as organizações esportivas enfrentam na tentativa de equilibrar a equidade competitiva com a inclusão.
A retirada de Thomas dos esportes femininos podem aliviar os complexos desafios em torno da inclusão de atletas que se apresentam como transgêneros no esporte feminino. Enquanto as organizações esportivas internacionais continuam desenvolvendo e ajustando políticas, o equilíbrio entre a equidade competitiva e os direitos dos atletas transgêneros seguirão sendo um dos temas indeisos no mundo esportivo.