A morte de Marin encerra a trajetória de uma das figuras mais polêmicas do esporte brasileiro.

Jornal Clarín Brasil JCB News – Brasil 20/07/25
José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ex-governador de São Paulo, faleceu na madrugada de domingo, 20 de julho de 2025, aos 93 anos, em São Paulo. Ele passou mal em casa na noite de sábado (19) e foi internado no Hospital Sírio-Libanês, mas não resistiu. Marin, figura marcante no futebol e na política, liderou a CBF entre 2012 e 2014, período que incluiu a organização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Sua trajetória, no entanto, foi marcada por escândalos, culminando em sua prisão em 2015, acusado de corrupção no caso Fifagate, que revelou esquemas de propina na Fifa. Condenado nos Estados Unidos, cumpriu prisão e foi banido do futebol. A causa da morte não foi oficialmente divulgada, mas sua passagem deixa um legado controverso no esporte e na política brasileira.
A morte de Marin encerra a trajetória de uma das figuras mais polêmicas do esporte brasileiro. Ele assumiu cargos de destaque, mas sua reputação foi abalada por denúncias de corrupção e ligações com a ditadura militar. Sua carreira, que misturou futebol e política, reflete a complexidade de sua influência no Brasil.
? José Maria Marin, ex-presidente da CBF (2012-2014), morreu aos 93 anos na noite de sábado (19) após passar mal e ser internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde não resistiu.
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Principais marcos da vida de Marin:
- Governador de São Paulo por dez meses, entre 1982 e 1983.
- Presidente da CBF de 2012 a 2014, durante a Copa do Mundo.
- Preso em 2015 na Suíça, acusado de corrupção no Fifagate.
- Condenado nos EUA a 41 meses de prisão por fraude e lavagem de dinheiro.
TRAJETÓRIA NO FUTEBOL E NA POLÍTICA
José Maria Marin começou sua carreira como jogador de futebol, mas foi fora dos gramados que construiu sua influência. Advogado de formação, ele ingressou na política e, como vice de Paulo Maluf, assumiu o governo de São Paulo por dez meses, entre 1982 e 1983, durante a ditadura militar. Sua gestão foi marcada por discursos nacionalistas e conservadores, que mais tarde reapareceram em sua atuação no futebol. Marin também foi vereador e deputado estadual, consolidando sua imagem como político influente.
No esporte, sua ascensão foi meteórica. Após anos afastado dos holofotes, assumiu a presidência da CBF em 2012, sucedendo Ricardo Teixeira, que renunciou em meio a denúncias de corrupção. Marin, então com quase 80 anos, também liderou o Comitê Organizador Local da Copa de 2014. Durante sua gestão, reconduziu Luiz Felipe Scolari ao comando da seleção brasileira, decisão que marcou o retorno do técnico para a Copa do Mundo. Contudo, sua administração foi alvo de críticas, especialmente por irregularidades financeiras.
Momentos marcantes na CBF:
- Assumiu a presidência em 2012, sem eleição direta.
- Liderou a organização da Copa do Mundo de 2014.
- Nomeou Felipão como técnico da seleção brasileira.
- Foi homenageado com o nome da nova sede da CBF no Rio de Janeiro.
José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ex-governador de São Paulo, faleceu na madrugada de domingo, 20 de julho de 2025, aos 93 anos, em São Paulo. Ele passou mal em casa na noite de sábado (19) e foi internado no Hospital Sírio-Libanês, mas não resistiu. Marin, figura marcante no futebol e na política, liderou a CBF entre 2012 e 2014, período que incluiu a organização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Sua trajetória, no entanto, foi marcada por escândalos, culminando em sua prisão em 2015, acusado de corrupção no caso Fifagate, que revelou esquemas de propina na Fifa. Condenado nos Estados Unidos, cumpriu prisão e foi banido do futebol. A causa da morte não foi oficialmente divulgada, mas sua passagem deixa um legado controverso no esporte e na política brasileira.
A morte de Marin encerra a trajetória de uma das figuras mais polêmicas do esporte brasileiro. Ele assumiu cargos de destaque, mas sua reputação foi abalada por denúncias de corrupção e ligações com a ditadura militar. Sua carreira, que misturou futebol e política, reflete a complexidade de sua influência no Brasil.
- Principais marcos da vida de Marin:
- Governador de São Paulo por dez meses, entre 1982 e 1983.
- Presidente da CBF de 2012 a 2014, durante a Copa do Mundo.
- Preso em 2015 na Suíça, acusado de corrupção no Fifagate.
- Condenado nos EUA a 41 meses de prisão por fraude e lavagem de dinheiro.
TRAJETÓRIA NO FUTEBOL E NA POLÍTICA
José Maria Marin começou sua carreira como jogador de futebol, mas foi fora dos gramados que construiu sua influência. Advogado de formação, ele ingressou na política e, como vice de Paulo Maluf, assumiu o governo de São Paulo por dez meses, entre 1982 e 1983, durante a ditadura militar. Sua gestão foi marcada por discursos nacionalistas e conservadores, que mais tarde reapareceram em sua atuação no futebol. Marin também foi vereador e deputado estadual, consolidando sua imagem como político influente.
No esporte, sua ascensão foi meteórica. Após anos afastado dos holofotes, assumiu a presidência da CBF em 2012, sucedendo Ricardo Teixeira, que renunciou em meio a denúncias de corrupção. Marin, então com quase 80 anos, também liderou o Comitê Organizador Local da Copa de 2014. Durante sua gestão, reconduziu Luiz Felipe Scolari ao comando da seleção brasileira, decisão que marcou o retorno do técnico para a Copa do Mundo. Contudo, sua administração foi alvo de críticas, especialmente por irregularidades financeiras.
- Momentos marcantes na CBF:
- Assumiu a presidência em 2012, sem eleição direta.
- Liderou a organização da Copa do Mundo de 2014.
- Nomeou Felipão como técnico da seleção brasileira.
- Foi homenageado com o nome da nova sede da CBF no Rio de Janeiro.
ESCÂNDALO DO FIFAGATE E CONDENAÇÃO
A trajetória de Marin no futebol foi manchada pelo escândalo conhecido como Fifagate, deflagrado em 2015. Ele foi preso em maio daquele ano, na Suíça, durante um congresso da Fifa, acusado pela Justiça americana de integrar um esquema de corrupção que movimentou milhões de dólares em propinas. As acusações incluíam crimes como fraude bancária, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Marin foi extraditado para os Estados Unidos, onde enfrentou julgamento.
Em 2017, foi condenado a 41 meses de prisão e multado em valores que, segundo a promotoria, poderiam chegar a US$ 6,6 milhões. A defesa de Marin tentou evitar a extradição e negociar prisão domiciliar, alegando sua idade avançada e problemas de saúde, mas os pedidos foram negados. O cartola cumpriu parte da pena nos EUA e foi banido permanentemente do futebol pela Fifa. O escândalo revelou um sistema de corrupção que envolveu diversos dirigentes esportivos, marcando um dos maiores abalos na história da entidade.
- Detalhes do Fifagate:
- Preso em 27 de maio de 2015, em Zurique, Suíça.
- Acusado de receber propinas em contratos de transmissão de torneios.
- Condenado em 2017 por seis crimes, incluindo fraude e lavagem de dinheiro.
- Banido do futebol pela Fifa em 2018.
- Multa solicitada pela promotoria americana chegou a US$ 6,6 milhões.
POLÊMICAS E LEGADO CONTROVERSO
Além do Fifagate, Marin foi alvo de críticas por episódios que reforçaram sua imagem polêmica. Em 2012, durante a premiação da Copa São Paulo de Futebol Júnior, ele foi flagrado pela televisão colocando no bolso uma medalha destinada a um jogador do Corinthians, o que gerou grande repercussão negativa. O incidente, embora menor, simbolizou para muitos a postura questionável do cartola. Sua ligação com a ditadura militar também foi reavivada durante sua gestão na CBF, com críticas por discursos que evocavam o período autoritário.
Apesar das controvérsias, Marin manteve aliados poderosos, como Marco Polo Del Nero, seu sucessor na CBF, e Ricardo Teixeira, com quem compartilhou laços políticos no futebol. Sua gestão, embora marcada por denúncias, foi responsável por momentos importantes, como a preparação do Brasil para a Copa de 2014. Contudo, o legado de Marin é amplamente associado às acusações de corrupção e à crise de credibilidade que atingiu o futebol brasileiro.
- Episódios controversos:
- Apropriação de medalha na Copinha de 2012.
- Ligação com a ditadura militar, criticada pela imprensa.
- Sucessão sem eleição direta na CBF.
- Apoio de aliados como Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero.
REPERCUSSÃO DA MORTE DE MARIN
A notícia do falecimento de José Maria Marin gerou reações variadas. No meio esportivo, a CBF emitiu uma nota de pesar, reconhecendo sua contribuição para o futebol brasileiro, mas sem menção às denúncias de corrupção. Clubes como Corinthians e São Paulo, onde Marin teve atuação indireta, também lamentaram a perda, destacando seu papel como gestor. Já na imprensa e nas redes sociais, o tom foi mais crítico, com muitos relembrando o Fifagate e suas consequências para a imagem do futebol nacional.
A morte de Marin também reacendeu debates sobre a necessidade de reformas na gestão do futebol brasileiro. Especialistas apontam que o caso Fifagate expôs fragilidades na governança da CBF, que ainda enfrenta desafios para recuperar a confiança do público. A ausência de detalhes sobre a causa da morte alimentou especulações, mas o foco permaneceu em sua trajetória controversa.
- Reações à morte de Marin:
- CBF divulgou nota de pesar, destacando sua gestão na Copa de 2014.
- Clubes paulistas lamentaram a perda, mas evitaram comentar escândalos.
- Imprensa relembrou o Fifagate e o impacto no futebol brasileiro.
- Debate sobre governança no futebol ganhou força nas redes sociais.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CBF SOB MARIN
A gestão de Marin na CBF ocorreu em um momento de transição para o futebol brasileiro. O país se preparava para sediar a Copa do Mundo de 2014, um evento que exigiu investimentos bilionários e gerou expectativas de modernização do esporte. Marin assumiu a entidade após a saída de Ricardo Teixeira, que enfrentava denúncias de corrupção. Sua liderança, no entanto, não trouxe as mudanças esperadas, e o Fifagate acabou expondo práticas antigas que persistiam na gestão do futebol.
Durante seu mandato, Marin também enfrentou pressões externas, como protestos populares contra os gastos com a Copa e críticas à infraestrutura dos estádios. A seleção brasileira, sob o comando de Felipão, teve resultados mistos, culminando na derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal do Mundial. Esses eventos marcaram um período de crise para o futebol nacional, com Marin no centro das decisões.
- Marcos do período na CBF:
- Organização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
- Contratação de Luiz Felipe Scolari como técnico.
- Protestos contra os custos do Mundial.
- Derrota histórica da seleção na Copa de 2014.
A morte de José Maria Marin encerra um capítulo polêmico na história do futebol e da política brasileira. Sua trajetória, que mesclou conquistas e escândalos, reflete os desafios de uma era em que o esporte e o poder caminhavam juntos. Apesar de suas contribuições, como a organização da Copa de 2014, o legado de Marin será lembrado tanto por seus feitos quanto pelas acusações que o marcaram. O impacto de sua gestão ainda é debatido, enquanto o futebol brasileiro busca caminhos para uma administração mais transparente e ética.
Redação






