
Jornal Clarín Brasil – JCB News – Brasil 13/08/2025
Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, batizada de Rota Falsa, trouxe à tona um esquema engenhoso que usava inteligência artificial para fraudar o sistema da Uber, gerando um prejuízo estimado em R$ 115 mil à plataforma de transporte por aplicativo.

Como funcionava o golpe?
Segundo a Delegacia de Defraudações, os suspeitos Pedro Pascoli Plata Souza e Yasmim Gusmão Soares criaram dezenas de perfis falsos de motoristas e passageiros. A investigação aponta:
- Foram identificadas 1.922 corridas fraudulentas, das quais 1.125 foram canceladas, mas ainda assim geraram pagamentos indevidos.
- Os “passageiros” solicitavam corridas e pagavam inicialmente via Pix.
- Após a confirmação, o trajeto era alterado com múltiplas paradas, inflando o valor da corrida.
- O valor extra não era pago pelo passageiro, que abandonava a conta.
- A Uber, sem identificar a fraude, reembolsava integralmente o motorista, que também era parte do esquema2.
Perfis falsos com IA
A investigação revelou o uso de inteligência artificial para manipular imagens e burlar o sistema de verificação da Uber:
- 69 perfis de motoristas usaram fotos adulteradas com IA, sobrepondo rostos reais com imagens de um homem tatuado — possivelmente Pascoli.
- 73 perfis de motoristas estavam ligados a contas bancárias em nome de Yasmim Gusmão.
- 478 contas de usuários foram criadas a partir do endereço residencial de Pascoli2.
O que está em jogo?
A operação levanta questões cruciais sobre:
- A vulnerabilidade dos sistemas de verificação digital em plataformas de transporte.
- O uso crescente de IA para fins ilícitos.
- A necessidade de reforço nos mecanismos antifraude em aplicativos que movimentam milhões diariamente.
A Polícia Civil continua investigando para identificar outros envolvidos e recuperar os valores desviados
Redação






