“Concordei que nos encontraríamos na cúpula da APEC, que eu iria à China no início do ano que vem e que o presidente Xi também visitaria os Estados Unidos em um momento apropriado”

Jornal Clarín Brasil – JCB News – Brasil 20/09/2025
Em mais um gesto que levanta dúvidas sobre sua postura frente à China, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou ter mantido uma conversa telefônica com o presidente chinês, Xi Jinping, durante a qual confirmou que visitará o país asiático “no início do próximo ano”. A declaração foi feita em sua rede social, Truth Social, e veio acompanhada de elogios e concessões que indicam uma postura de deferência incomum para um líder norte-americano.
Segundo Trump, os temas abordados incluíram comércio, fentanil, o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia e a aprovação do acordo envolvendo o TikTok, plataforma chinesa que tem sido alvo de críticas e restrições nos EUA. A menção ao “apoio do TikTok” por parte de Xi foi celebrada por Trump, que agradeceu publicamente, sinalizando uma receptividade que contrasta com o tom duro adotado por autoridades americanas em relação à empresa.
Além disso, Trump anunciou um cronograma de encontros com Xi, começando pela cúpula da APEC na Coreia do Sul, em outubro. “Concordei que nos encontraríamos na cúpula da APEC, que eu iria à China no início do ano que vem e que o presidente Xi também visitaria os Estados Unidos em um momento apropriado”, escreveu.
"I just completed a very productive call with President Xi of China. We made progress on many very important issues including Trade, Fentanyl, the need to bring the War between Russia and Ukraine to an end, and the approval of the TikTok Deal…" – President Donald J. Trump pic.twitter.com/074W2RHCit
— The White House (@WhiteHouse) September 19, 2025
A fala de Trump, marcada por entusiasmo e gratidão, culminou com a frase: “A conversa foi muito positiva; falaremos novamente por telefone; agradeço o apoio do TikTok e ambos estamos ansiosos para nos encontrar na APEC”. O tom conciliador e a ausência de críticas à China, mesmo em temas sensíveis como comércio e segurança digital, eforçam a impressão de que Trump está disposto a ceder espaço estratégico em troca de aproximação pessoal com Xi Jinping.
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