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Megaoperação no Rio: 115 mortos em confronto com a polícia; suspeita conhecida como “Japinha do CV” não está entre os identificados?

Segundo investigações preliminares, “Japinha do CV” exercia função estratégica na organização criminosa, atuando na proteção de rotas de fuga e na defesa de pontos de venda de entorpecentes.

Na noite de domingo (2/11), autoridades divulgaram o documento oficial com os nomes dos 115 suspeitos mortos durante a megaoperação policial realizada na última terça-feira (28/10) contra o Comando Vermelho (CV), no Rio de Janeiro. Dois dos corpos permanecem sem identificação, por ausência de registros papiloscópicos, dentários e genéticos.

A jovem conhecida como “Penélope” ou “Japinha do CV”, apontada como integrante da facção, não aparece na lista oficial. Todos os identificados até o momento são homens. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) não confirmou sua morte, apesar da circulação de imagens nas redes sociais que sugerem que ela teria sido alvejada durante o confronto.

Atuação na linha de frente

Segundo investigações preliminares, “Japinha do CV” exercia função estratégica na organização criminosa, atuando na proteção de rotas de fuga e na defesa de pontos de venda de entorpecentes. A repercussão nas redes sociais após a operação reforçou sua suposta ligação direta com o núcleo operacional da facção.

Perfil dos mortos

Dos 113 suspeitos identificados:

  • 59 tinham mandados de prisão em aberto
  • 97 possuíam histórico criminal relevante
  • 12 apresentavam indícios de envolvimento com o tráfico, com base em postagens nas redes sociais

Com isso, ao menos 109 dos mortos tinham ligação direta com o Comando Vermelho, segundo a PCERJ.

Origem interestadual

A operação revelou a presença de criminosos de diversas partes do país. Dos 62 suspeitos oriundos de fora do estado do Rio de Janeiro:

  • 19 são do Pará
  • 12 da Bahia
  • 9 do Amazonas
  • 9 de Goiás
  • 4 do Ceará
  • 3 do Espírito Santo
  • 2 da Paraíba
  • 1 de São Paulo
  • 1 do Maranhão
  • 1 do Mato Grosso
  • 1 do Distrito Federal

A PCERJ aponta que há chefes de facções atuando no Rio vindos de 11 estados brasileiros, abrangendo quatro das cinco regiões do país.

Investigação em curso

As circunstâncias das mortes estão sendo apuradas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), com acompanhamento do Ministério Público. A Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) também investiga a relação dos mortos com a facção criminosa.

A operação segue como uma das maiores ações de enfrentamento ao crime organizado no estado, com desdobramentos previstos nas próximas semanas.

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