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Incêndio destrói pavilhão da Ceasa em Irajá

A Ceasa é a maior central de abastecimento do estado e a segunda da América Latina, atendendo cerca de 10 milhões de pessoas na região metropolitana.

Um incêndio de grandes proporções atingiu o pavilhão 43 da Ceasa, em Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro, na madrugada desta quarta-feira (3). As chamas começaram por volta das 1h40 e se espalharam rapidamente por 28 lojas. O Corpo de Bombeiros mobilizou 80 militares em 31 viaturas para conter o fogo.

Não houve vítimas civis, mas quatro bombeiros foram atendidos por exaustão e liberados após cuidados médicos.

Combate às chamas

O trabalho de contenção contou com o uso de drones equipados com câmeras térmicas para identificar focos ocultos. Mais de 400 mil litros de água foram utilizados. Equipes da Águas do Rio, Comlurb, CET-Rio e Guarda Municipal atuaram em apoio, garantindo abastecimento, remoção de detritos e isolamento da área. O trânsito na Avenida Brasil foi monitorado e não registrou retenções significativas até as primeiras horas da manhã.

Impacto no abastecimento

A Ceasa é a maior central de abastecimento do estado e a segunda da América Latina, atendendo cerca de 10 milhões de pessoas na região metropolitana. O pavilhão atingido armazenava estoques reforçados para o fim de ano. Comerciantes estimam prejuízos superiores a R$ 8 milhões.

Um lojista de frutas relatou perda de R$ 1,5 milhão em mercadorias congeladas, enquanto uma unidade de plásticos calcula R$ 800 mil em embalagens destruídas. Custos logísticos podem aumentar em até 20% nos próximos dias.

Reações oficiais

O governador Cláudio Castro determinou auditoria imediata nas instalações elétricas da Ceasa, com relatório previsto em 48 horas. O governo estadual anunciou linha de crédito emergencial via Banco do Brasil, com prazos estendidos até 2026. A prefeitura mobilizou equipes da Comlurb para acelerar a remoção dos escombros e permitir reabertura parcial em uma semana. Comerciantes formaram um comitê de crise e solicitaram isenção de taxas por 60 dias.

Histórico e medidas preventivas

O mesmo pavilhão já havia sido atingido por incêndio em outubro de 2022. Autoridades investigam curto-circuito como causa provável do novo incidente. Entre as medidas anunciadas estão o desligamento noturno das redes elétricas em áreas críticas, instalação de sensores de fumaça em 50 galpões e treinamentos de evacuação para 500 permissionários em janeiro.

Operações mantidas

Apesar do incêndio, os demais pavilhões da Ceasa seguem em operação. O fluxo de caminhões nesta manhã foi mantido em cerca de 200 veículos. Produtores de Duque de Caxias redirecionaram cargas para o pavilhão 20, absorvendo parte das mercadorias perdidas. Estoques de cebola e tomate permanecem estáveis, sem risco imediato de desabastecimento.

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