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Brasil Alcança Topo das Exportações Mundiais de Carne Bovina em 2025

O marco ocorre após o reconhecimento internacional do país como livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reconheceu o Brasil como o maior exportador mundial de carne bovina no ano de 2025. A conquista histórica é atribuída ao fortalecimento contínuo do sistema de defesa agropecuária nacional, conduzido pelo Ministério da e Pecuária (Mapa). O crescimento sustentado das vendas externas que levou ao topo do ranking pode ser visto no gráfico abaixo:

Crescimento das Exportações Brasileiras de Carne Bovina (2020-2025) em milhões de toneladas.

O marco ocorre após o reconhecimento internacional do país como livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Para o ministro Carlos Fávaro, “a força desse sistema permite conquistas históricas. Ser reconhecido pelo USDA como o maior produtor mundial de carne bovina é um orgulho brasileiro”.

Pilares do Fortalecimento Sanitário

Os resultados refletem a adoção de medidas estruturantes focadas em:

  • Prevenção Estratégica: Criação do Banco Brasileiro de Antígenos da Febre Aftosa.
  • Vigilância Sanitária Reforçada: Credenciamento de empresas privadas para apoiar a inspeção de animais sob supervisão federal.
  • Ampliação da Força de Trabalho: Convocação de novos servidores aprovados em concurso público.

“Isso mostra a robustez do sistema, mostra que o Brasil está preparado, porque as crises sanitárias são cada vez mais recorrentes”, ressaltou Fávaro.

Banco de Antígenos: Investimento em Biossegurança

A implantação do Banco Brasileiro de Antígenos da Febre Aftosa, com investimento de R$ 48 milhões, representa um avanço estratégico. O repositório, desenvolvido em parceria com o Tecpar e a empresa Biogénesis Bagó, assegura a disponibilidade imediata de antígenos para produção de até 10 milhões de doses de vacina em caso de emergência sanitária.

Foto: Percio Campos/Mapa

“Estamos fazendo a nossa parte ao investir no banco de antígenos. É um investimento que garante a continuidade de um processo extraordinário que o Brasil conseguiu alcançar”, afirmou o ministro.

Segundo o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, “Este é um sonho que sonhamos há muito tempo, cuidadosamente planejado e agora executado”. Os antígenos serão submetidos a rigorosos controles de qualidade para garantir a eficácia e segurança do estoque estratégico.

As medidas adotadas elevam o nível de segurança sanitária, ampliam o acesso a mercados internacionais e fortalecem a confiança do Brasil junto a parceiros comerciais mais exigentes.

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