O Cruzeirinho não joga apenas por um troféu. Joga para colocar seu nome, e o de sua terra de pedra forte, na galeria dos imortais da Copa Itatiaia

Jornal Clarín Brasil – JCB News – Brasil 09/01/2026
No coração de Minas Gerais, onde os nomes de origem indígena ecoam a força e a identidade da terra, escreve-se um novo capítulo do futebol amador. O Cruzeirinho de Itatiaiuçu, time que carrega no nome o símbolo celeste e no coração o espírito de sua gente, vive a sua mais gloriosa fase. Após conquistar o Campeonato Municipal de 2025, o clube agora alcança um feito inédito: a final da 64ª Copa Itatiaia KTO, a maior e mais tradicional competição de futebol amador das Américas. E à frente deste sonho, com os pés no chão da cidade e a visão no topo, está o presidente Carlos Alexandre, o “Tiquinho”, que, com sua típica mineiridade, vem ajudando a escrever essa linda história, e consagrando ainda mais o nome de Itatiaiuçu no cenário futebolístico não só de Minas Gerais, mas, do Brasil, pois, a COPA ITATIAIA é tradição e já um patrimônio em todo o país do futebol.
Há uma poesia geográfica e histórica nesta conquista. Itatiaiuçu, termo tupi que significa “pedra grande e afiada”, descreve perfeitamente a resiliente formação rochosa do Pico de Itatiaiuçu, que vigia a cidade. Já Itatiaia, nome emprestado à copa e originário da serra fluminense, traduz-se como “pedra pontuda” ou “penhasco cheio de pontas”. Mais do que uma coincidência linguística, é um elo simbólico: ambas as palavras falam da solidez, da resistência e da capacidade de se erguer, qualidades que definem a trajetória do Cruzeirinho nesta campanha e que são o esteio da gestão de Tiquinho. De família profundamente enraizada no município, ele conduz o clube não como um negócio, mas como um legado. Seu trabalho magistral à frente da diretoria, em parceria com a administração do município, tem sido o alicerce invisível, organizando as estruturas, motivando o elenco e mobilizando a torcida, transformando o projeto esportivo em uma causa comunitária, que vem fazendo crescer cada vez mais essa onda de orgulho munícipe e regional, servindo de exemplo para outros entusiatas e gestores que queiram vivenciar experiência semelhante.
Representar Itatiaiuçu na Copa Itatiaia é, portanto, como levar um fragmento de sua essência rochosa para o principal palco do futebol amador nacional. E Tiquinho vem ocupando com muita sobriedade e humildade, o papel de guardião desta missão, missão esta, que, em cada entrevista, ele faz questão de compartilhar o mérito, e expressar a gratidão a Deus e aos que lhe confiaram tamanha graça de ser parte do projeto. Sob sua batuta, a caminhada até a decisão foi uma demonstração de garra e qualidade. Líder da primeira fase, o time teve uma campanha convincente: vitória por 2 a 0 na estreia contra o Terrestre, uma goleada por 3 a 0 sobre o Dedé nas quartas, e, na tensa semifinal contra o Vila Rica de Sabará, um empate em 1×1 seguido da fria definição nos pênaltis no dia 7 de janeiro. Agora, o destino do título será decidido contra o Bom Despacho, em Ibirité.
Esta final não é apenas um jogo. É o ápice de um trabalho que resgatou o orgulho local, coroado em 2025 com o título da Divisão Especial da Liga de Itatiaiuçu, conquista que, por si só, já era histórica e que abriu as portas para esta oportunidade maior. A cidade de Itatiaiuçú, a “Pedra Grande”, vê seu time, forjado na mesma resistência e agora lapidado pela liderança de seu presidente nativo, tocar a glória na competição da Copa Itatiaia, “pedras pontudas”, já que sim, participar do tornêio, é também sinônimo de enfrentrar muitas “pedreiras”, uma vez que todas as equipes estão e participam por seus méritos próprios, ou seja, um selecionado de equipes campeãs que fazem do campeonato algo único no mundo futebolístico.
O Cruzeirinho não joga apenas por um troféu. Joga para colocar seu nome, e o de sua terra de pedra forte, na galeria dos imortais da Copa Itatiaia. É o momento em que a tradição indígena que nomeia cidade e taça se encontra com a paixão futebolística e a liderança local, pronto para esculpir, em letras eternas, o feito mais glorioso de sua história.
A grande decisão já tem todos os detalhes definidos: a partida será disputada neste domingo, 11 de janeiro, às 14h30 (horário de Brasília), no Estádio Municipal de Ibirité, localizado na Rua Olinto Meireles, nº 191, no bairro São Cristóvão, o estádio tem capacidade para receber aproximadamente 3.000 torcedores, que terão a oportunidade de presenciar uma final que promete entrar para a história do futebol amador mineiro.
Mais do que uma disputa por um troféu, é a coroação de um trabalho que já resgatou o orgulho da cidade e que, agora, sob a luz dos holofotes nacionais, busca o título inédito motivado e acompanhado por uma comunidade inteira nas arquibancadas, fortalecendo e incentivando o Cruzeirinho, que não joga apenas por uma taça, mas por um lugar na memória eterna do futebol mineiro.
CIDADE DE ITATIAUIÇÚ
Localizado a apenas 70 km de Belo Horizonte, às margens da Rodovia Fernão Dias, o município de Itatiaiuçu é um convite à autenticidade mineira. Encravado nas encostas da serra que lhe dá o nome – termo indígena que significa “Pedra Grande e Afiada” , o destino encanta com seu clima ameno, paisagens robustas da Cordilheira do Espinhaço e uma rica vocação econômica que brota da terra, seja na tradicional mineração de ferro, na produção diversificada de hortifrutigranjeiros ou na pecuária que abastece a região.

Um Mosaico de Comunidades no Coração de Minas
Além da sede acolhedora, Itatiaiuçu se desdobra em um conjunto de povoados charmosos e nos distritos de Santa Terezinha de Minas e Pinheiros, cada um guardando sua própria identidade e calor humano. Aqui, o visitante encontra o equilíbrio perfeito entre a força do progresso, a generosidade da roça e a serenidade da montanha, uma experiência completa a poucos minutos da metrópole.

Nilson Apollo Belmiro Santos é articulista do Jornal Clarín Brasil, onde escreve com profundidade sobre comércio e política internacional. Com sólida atuação nos setores de alimentos, comunicação, habitação e produção de eventos empresariais, Santos combina experiência prática com análise crítica, oferecendo aos leitores uma visão estratégica dos desafios e oportunidades que impactam o Brasil no cenário global. Seu trabalho destaca tendências de mercado, acordos multilaterais e políticas públicas que moldam o futuro das relações comerciais brasileiras.






