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Mendonça quer saber de Vorcaro sobre o Paradeiro dos Bilhões do “Esquema Master”

Em depoimentos iniciais, Vorcaro não revelou a localização dos recursos. O banqueiro alega que precisa primeiro ter acesso aos dados da liquidação do Banco Master, processo conduzido por um liquidante nomeado pelo Banco Central (BC).

Além da identificação de nomes de políticos e outros envolvidos no esquema, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça exige que o banqueiro Daniel Vorcaro indique, em sua delação premiada, o destino do dinheiro desviado em fraudes financeiras do Banco Master.

De acordo com fontes do STF, Mendonça considera essencial que Vorcaro aponte onde estão mais de R$ 50 bilhões, valor estimado do prejuízo que está sendo coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para ressarcir investidores.

A exigência vai além da localização dos valores: o ministro também busca a recuperação dos recursos. O tema foi objeto de estudo de Mendonça em seu doutorado, cuja tese, intitulada “Sistema de Princípios para a Recuperação de Ativos Procedentes da Corrupção”, recebeu premiação da Universidade de Salamanca, na Espanha, em 2019. O trabalho baseou-se na experiência do ministro à frente do Departamento de Patrimônio Público e Probidade Administrativa (DPP) da Procuradoria-Geral da União.

Em depoimentos iniciais, Vorcaro não revelou a localização dos recursos. O banqueiro alega que precisa primeiro ter acesso aos dados da liquidação do Banco Master, processo conduzido por um liquidante nomeado pelo Banco Central (BC).

No último dia 20, o portal Metrópoles informou que o liquidante da instituição investiga ao menos R$ 4,8 bilhões em bens e fundos de investimento vinculados a Vorcaro que podem ter sido desviados antes da liquidação do banco pelo BC, ocorrida em novembro.

Os desafios da delação

Além de fornecer nomes de figuras dos poderes Político e Judiciário e revelar o paradeiro dos valores, Vorcaro enfrenta o desafio de demonstrar que não era o líder do esquema. Em decisão que manteve a prisão do banqueiro, Mendonça o classificou como líder da organização.

Caso não consiga comprovar que não ocupava essa posição, Vorcaro poderá perder benefícios previstos na delação premiada, entre eles a possibilidade de não ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

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