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Donald Trump anuncia tarifas contra países dos BRICS por políticas contrárias aos EUA

O presidente dos EUA alertou sobre retaliações econômicas enquanto o grupo tenta a indepêndencia em relação ao dólar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira que está considerando impor tarifas aos países membros do BRICS, acusando o grupo de promover uma agenda contrária aos interesses americanos. Segundo ele, qualquer tentativa de enfraquecer o dólar como moeda de reserva global será enfrentada com medidas econômicas severas.

Durante pronunciamento na Casa Branca, Trump afirmou que o bloco — formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — estaria articulando ações para minar a hegemonia do dólar. “Eles têm o BRICS, que é basicamente um grupo de países anti-Estados Unidos, e a Índia é membro disso, acreditem ou não”, disse. “É um ataque ao dólar, e não vamos permitir que isso aconteça.”

Ainda na quarta-feira, o presidente anunciou tarifas de 25% e outras penalidades contra a Índia, válidas a partir de sexta-feira, em resposta ao comércio contínuo do país com a Rússia. Trump justificou a medida tanto pela participação indiana no BRICS quanto pelo que classificou como um “tremendo” déficit comercial com Nova Déli.

Em reação às sanções, países como Brasil e Índia afirmaram que defenderão seus interesses nacionais diante das pressões de Washington.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros a partir de 6 de agosto, alegando que o país representa uma ameaça à “segurança nacional, à política externa e à economia” dos EUA2. A medida, formalizada por ordem executiva, inclui exceções para cerca de 700 itens, mas afeta setores estratégicos como carne, café e cacau3.

A decisão ocorre em meio ao crescente atrito entre Washington e os países do BRICS, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que passou por uma significativa expansão em 2024. Atualmente, o bloco inclui também Irã, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia como membros plenos, além de contar com países parceiros como Bielorrússia, Bolívia, Cuba, Cazaquistão, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão5.

Durante a cúpula do BRICS no Rio de Janeiro, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que os países do grupo estão acelerando o uso de moedas nacionais nas transações comerciais, como forma de se proteger da “arbitrariedade” de Washington. Ele classificou essa mudança como irreversível.

Segundo dados do Ministério das Finanças da Rússia, em 2024, cerca de 65% do comércio entre os países do BRICS foi realizado em moedas locais, enquanto o uso do dólar e do euro caiu para menos de 30%. O vice-ministro russo Sergey Ryabkov reforçou que o BRICS não busca rivalizar com os Estados Unidos, mas alertou que “a linguagem de ameaças e manipulação não é a maneira de se comunicar com os membros deste grupo”.

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