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No Dia da Independência, brasileiros ostentam bandeiras estrangeiras em ato político – um gesto que escandaliza e envergonha o Brasil

A cena da bandeira norte-americana tremulando em pleno Dia da Independência brasileira foi registrada por diversos veículos e provocou reações imediatas

Neste 7 de setembro de 2025, data em que o Brasil celebra sua independência, um episódio chocante marcou os atos organizados por movimentos da direita na Avenida Paulista, em São Paulo: manifestantes estenderam uma bandeira gigante dos Estados Unidos em pleno coração da capital paulista. O gesto, que ocorreu durante o evento “Reaja Brasil”, foi interpretado por muitos como uma afronta à soberania nacional, especialmente em um momento de tensão diplomática entre Brasil e EUA.

Enquanto o país celebrava sua liberdade com desfiles cívico-militares em Brasília e manifestações populares pelo “Grito dos Excluídos”, o ato na Paulista reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar e enfrenta julgamento no STF por tentativa de golpe. Os discursos pediam anistia ampla, impeachment do ministro Alexandre de Moraes e atacavam o presidente Lula. Mas foi a bandeira estrangeira que roubou a cena, e gerou revolta.

Ato político ou submissão simbólica?

A cena da bandeira norte-americana tremulando em pleno Dia da Independência brasileira foi registrada por diversos veículos e provocou reações imediatas. Parlamentares da base governista classificaram o gesto como “vergonhoso” e “antipatriótico”. “Eles mudaram de lado! São americanos e traidores da pátria”, escreveu o deputado José Guimarães (PT-CE). A ministra Gleisi Hoffmann também criticou: “Batemos continência para a bandeira brasileira. Eles exaltam a de outro país, que nos impõe sanções comerciais”.

Crise diplomática e interesses cruzados

O ato ocorre em meio à crise bilateral entre Brasil e Estados Unidos, agravada pelas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros, uma medida vista como tentativa de pressionar o país em favor de Bolsonaro. Cartazes em inglês pedindo apoio de Trump e agradecimentos ao líder norte-americano foram vistos entre os manifestantes, reforçando a percepção de alinhamento político com interesses externos.

Contraste com o espírito do 7 de setembro

Enquanto mais de 45 mil pessoas acompanharam o desfile oficial em Brasília, sob o lema “Soberania não se negocia”, os atos da direita em São Paulo e no Rio de Janeiro pareciam ignorar o significado da data. Em vez de exaltar o verde e amarelo, muitos optaram por símbolos estrangeiros, em um gesto que, para parte da população, representa uma traição à memória histórica da independência brasileira.

A pergunta que ecoa nas redes e nas ruas:

Como pode, em pleno 7 de setembro, brasileiros levantarem a bandeira de outro país, justamente aquele que impõe sanções ao Brasil, em nome de um ex-presidente acusado de tentar abolir o Estado Democrático de Direito?

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