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Israel bombardeia hospital em Gaza e mata 19 pessoas, incluindo quatro jornalistas

Dois mísseis atingiram o quarto andar do hospital com poucos minutos de intervalo

Na madrugada de segunda-feira (25), Israel atacou o Hospital Nasser, em Khan Younis, o maior centro médico do sul da Faixa de Gaza. O bombardeio deixou pelo menos 19 mortos, entre eles quatro jornalistas que estavam cobrindo os acontecimentos no local. As agências Reuters, Associated Press e Al Jazeera confirmaram que seus profissionais estão entre os mortos.

Segundo autoridades locais, dois mísseis atingiram o quarto andar do hospital com poucos minutos de intervalo. O segundo ataque ocorreu enquanto equipes de resgate e jornalistas já estavam no local, ampliando o número de vítimas.

Jornalistas mortos no ataque:

  • Mariam Dagga, fotojornalista freelancer da Associated Press (33 anos)
  • Hussam al-Masri, cinegrafista da Reuters
  • Mohamed Salameh, cinegrafista da Al Jazeera
  • Moaz Abu Taha, repórter da NBC

A área atingida era frequentemente utilizada por jornalistas internacionais para transmissões ao vivo, devido à boa conectividade e visibilidade. O fotógrafo da Reuters, Hatem Khaled, ficou ferido, e um membro da Defesa Civil de Gaza também morreu.

Hussam al-Masri (cinegrafista da Reuters), Mohamed Salameh ( Al Jazeera), Moaz Abu Taha ( NBC), Mariam Dagga ( que colaborava com Associated Press)

Em comunicado oficial, as Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram os ataques e anunciaram uma investigação preliminar. “Lamentamos qualquer dano causado a indivíduos não envolvidos e não temos jornalistas como alvo. Agimos para minimizar riscos enquanto garantimos a segurança de nossas tropas”, tentou argumentar o porta-voz militar de Israel.

Impacto no jornalismo local

Sem a presença de imprensa estrangeira, o jornalismo em Gaza depende quase exclusivamente de profissionais locais em um cenário precário e contando com quase nenhuma mão de obra profissional. Desde o início da ofensiva em outubro de 2023, o Ministério da Saúde de Gaza estima que 244 jornalistas foram mortos. Já o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) contabiliza 192 mortes em 22 meses, tornando este um dos períodos mais letais para a profissão.

Hospital Nasser em colapso

O Hospital Nasser, alvo de repetidos bombardeios ao longo da guerra, enfrenta uma situação crítica. Com capacidade para 340 leitos, abriga mais de 1.000 pacientes e sofre com escassez de suprimentos e pessoal. Segundo o diretor Atef al-Hout, muitos pacientes estão sendo tratados em hospitais de campanha improvisados nos corredores.

Violência em outras regiões

Outros hospitais também registraram vítimas civis. No Hospital Shifa, três palestinos — incluindo uma criança — morreram em um ataque na Cidade de Gaza. No Hospital Al-Awda, seis pessoas que buscavam ajuda humanitária foram mortas por tiros israelenses, com pelo menos 15 feridos.

Números da guerra

De acordo com porta-vozes do Hamas, o número de palestinos mortos desde o início do conflito chega a 62.686, metade dos quais seriam mulheres e crianças. A ONU e especialistas independentes consideram esses dados os mais confiáveis disponíveis, embora Israel conteste os números e não divulgue suas próprias estimativas.

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