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“Brasília Drinks” : Alto teor de Metanol nas vêias de nossos políticos… Exames toxicológicos, já!!! – Por Nilson Apollo Belmiro Santos

Enquanto nós, no boteco da vida real, nos contentamos com uma cerveja estupidamente gelada para comemorar uma vitória ou afogar uma mágoa, eles, no cabaré da política, se entorpecem com um veneno que os afasta de qualquer noção de decência e responsabilidade.

Pois é, meus caros leitores. Após anos de intensa pesquisa (e desintensas esperanças), finalmente desvendamos o grande mistério que assola a vida política nacional. O problema não é falta de caráter, não é ignorância, não é má-fé… deve sim, ser, a bebida! Sim, a bebida. E não qualquer uma: é metanol puro, o mesmo que ocupou o noticiário nacional nesta última semana, porém, disfarçado de uísque importado, servido em taças de cristal nos salões abastados do poder.

A teoria é a seguinte: em algum momento, entre um canapé e outro, os nossos representantes são convidados a degustar um “destilado exclusivo”. O copo chega, o líquido âmbar reluz, mas o que desce goela abaixo, envasados em opulentas garrafas cristalinas e bem adesivadas, não é o néctar dos deuses. É uma solução milagrosa que tem o poder de apagar neurônios, embaçar a visão de realidade e induzir a um estado de euforia alucinatória coletiva. Se não acreditam em minha teoria, vamos aos fatos, ou sintomas;

Os sintomas do consumo crônico desta “bebida mágica” incluem:

  1. Delírios de Grandeza: O sujeito, que mal consegue administrar a própria conta bancária, acredita piamente que pode resolver todos os problemas de um país continental com um único decreto. Ou se julga relevante promovendo infindáveis e infrutíferis debates no congresso, tumultuando o ambiente, por não dispor de idéis e projetos republicanos.
  2. Amnésia Seletiva Aguda: Promessas feitas em campanha evaporam da memória mais rápido que o álcool em um copo sob o sol do Planalto. “Eu disse isso? Deve ter sido um engano de edição.” Conhece alguém assim?
  3. Distorção da Linguagem: Palavras e como “esperança”, “mudança” e “povo” Deus”, Pátria”, Família”, perdem seu significado original e se tornam códigos para “poder”, “permanência” e “ego”.
  4. Visão Tubular: A capacidade de enxergar o todo é comprometida. O intoxicado só consegue ver o umbigo próprio, o partido e os comparsas mais próximos. O resto é “detalhe” ou “obstáculo”.

O mais impressionante é a coragem, ou a completa falta de escrúpulos, de quem comercializa esse coquetel paralítico. Esses comerciantes de ilusões tóxicas são os verdadeiros arquitetos do caos. Eles enchem os copos com um sorriso no rosto, sabendo perfeitamente que aquele líquido não é para celebrar, mas para anestesiar mentes incautas, impensantes e rasas. Vendem uma bebida que promete êxtase, mas que só entrega a ressaca moral que nós, pobres cidadãos sóbrios, temos que aguentar no dia seguinte.

É uma covardia sem tamanho. Enquanto nós, no boteco da vida real, nos contentamos com uma cerveja estupidamente gelada (Eu particularmente, aprecio a da garrafa verde, com exclusividade), para comemorar uma vitória (do meu Cruzeiro), ou afogar uma mágoa, eles, no cabaré da política, se entorpecem com um veneno que os afasta de qualquer noção de decência e responsabilidade.

Portanto, a solução para a crise nacional talvez seja mais simples do que imaginávamos. Em vez de novas eleições, que tal uma grande intervenção? Uma força-tarefa de bombeiros e médicos invadindo o Congresso, o Palácio do Planalto e as sedes partidárias não com cassetetes, mas com café forte, soro na veia e uma cartilha básica de “Como Funciona a Realidade”.

Porque, no fundo, o que esses comerciantes de bebidas adulteradas fazem é um crime ainda pior do que enganar o paladar. Eles envenenam a esperança, adulteram o futuro e intoxicam a própria alma da nação. E no jogo sujo da política, essa é a única bebida que deveria ser proibida para sempre.

Antes de encerrar, gostaria de aproveitar o ensejo e expôr um dado pertinente ao assunto; combates ao uso de drogas em algumas profissões – Neste caso, com abrangência ao álcool, que é também uma droga. Reflita no que exponho abaixo:

Obrigatoriedade de realização de exames toxicológicos

No Brasil, o exame toxicológico é obrigatório para algumas categorias profissionais, especialmente aquelas que envolvem riscos à segurança pública ou à saúde. Aqui estão as principais profissões e situações em que ele é exigido:

Profissões que exigem exame toxicológico no Brasil

1. Condutores profissionais (CNH categorias C, D e E)

  • Obrigatório para obtenção, renovação ou mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação.
  • Abrange motoristas de caminhão, ônibus, vans escolares e veículos de transporte coletivo.
  • Exigido a cada 2 anos e 6 meses, mesmo que a CNH tenha validade maior.

2. Motoristas de transporte rodoviário de cargas e passageiros

  • Inclui profissionais que atuam em empresas de transporte ou como autônomos.
  • Exigência prevista pela Lei Federal nº 13.103/2015 (Lei do Motorista).

3. Pilotos e comissários de voo

  • Exame toxicológico pode ser solicitado em processos seletivos ou periódicos, conforme normas da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).

4. Trabalhadores em áreas de segurança pública

  • Policiais civis, militares, federais e agentes penitenciários podem ser submetidos ao exame em concursos ou avaliações periódicas, dependendo da legislação estadual ou federal.

5. Profissionais da área portuária e ferroviária

  • Algumas empresas exigem exames toxicológicos para operadores de máquinas, condutores de locomotivas e trabalhadores em áreas de risco.

6. Funcionários de empresas com políticas internas de segurança

  • Empresas de mineração, petróleo, construção civil e indústrias químicas podem exigir exames toxicológicos como parte de seus protocolos de segurança ocupacional.

Observações importantes

  • O exame toxicológico de larga janela de detecção (feito com amostras de cabelo ou pelos) identifica o uso de substâncias nos últimos 90 dias ou mais.
  • A obrigatoriedade pode variar conforme normas internas de empresas, editais de concursos públicos ou regulamentações específicas de cada setor.

Só uma pergunta: “Por que nossos políticos e ocupantes de cargos comissionados também não são periódicamete submetidos a este mesmo teste?


Nilson Apollo Belmiro Santos
 é analista político, ex-suplente de deputado Federal por Minas Gerais, ensaísta e pesquisador em geopolítica contemporânea. Nascido em Belo Horizonte capital de Minas Gerais, ele divide seu tempo entre sua cidade natal, e Vila Velha no Espirito Santo, onde desempenha atividades laborativas na comunicação e comerciais no mercado imobiliário, além de escrever com foco nas dinâmicas entre potências emergentes e estruturas de poder local e global. Seus textos são comparados aos textos de Noam Chomsky e outros ácidos e precisos intelectuais que exploram os bastidores da diplomacia internacional, os conflitos narrativos da mídia e os impactos econômicos da multipolaridade. Com estilo crítico e linguagem precisa, Santos tem se destacado por suas colunas que conectam o tabuleiro geopolítico às decisões locais

As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do Jornal Clarín Brasil – JCB News, sendo elas de inteira responsabilidade e posicionamento dos autores.

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