Internacional Mercados/Negócios

SUJOS PODERES – EX-PARCEIRA DE EPSTEIN ALEGA QUE 29 CÚMPLICES EVITARAM PROCESSO POR ACORDOS SECRETOS

Vinte e cinco homens chegaram a “acordos secretos” com as acusadoras, enquanto outros quatro nunca foram acusados, afirmou a companheira do falecido agressor sexual.

Em documentos judiciais recentes, Ghislaine Maxwell, condenada a 20 anos de prisão por tráfico sexual, afirmou que 29 supostos cúmplices do financista Jeffrey Epstein escaparam de acusações criminais. A alegação foi apresentada em um pedido de dezembro de 2022 para anular sua própria condenação.

Segundo a petição, 25 indivíduos teriam firmado “acordos secretos” com os advogados das vítimas, enquanto outros quatro nunca foram formalmente acusados. Maxwell sustenta que existem “novas evidências de conluio” entre a defesa civil e o governo para ocultar provas.

O Departamento de Justiça dos EUA, questionado sobre os supostos acordos, respondeu através da vice-procuradora-geral Lisa O. Monaco: “Na medida em que tais acordos existam, eu não tenho conhecimento deles”. A declaração foi dada durante o anúncio da divulgação de um novo lote dos arquivos do caso Epstein.

Contexto do Caso e Repercussões Políticas

Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua cela em 2019, aguardando julgamento. Sua morte foi oficialmente classificada como suicídio. A rede de tráfico sexual explorou dezenas de meninas e jovens mulheres, muitas recrutadas pela própria Maxwell.

Os arquivos do caso já revelaram associações de Epstein com diversas figuras poderosas, incluindo os ex-presidentes norte-americanos Donald Trump e Bill Clinton, o fundador da Microsoft Bill Gates e o ex-secretário do Tesouro Larry Summers.

A questão permanece politicamente sensível. Durante sua campanha, Trump prometeu liberar todos os arquivos, mas posteriormente classificou os pedidos nesse sentido como uma “farsa” politicamente motivada. Sob pressão pública, no entanto, autorizou a divulgação parcial de documentos, com trechos extensivamente censurados.

Paralelamente, uma Comissão da Câmara dos Representantes votou recentemente por considerar Bill e Hillary Clinton em desacato ao Congresso por não cooperarem plenamente com a investigação sobre Epstein, ampliando as tensões em torno do caso.

Curta,compartilhe e siga-nos:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *