Iniciativa inédita prepara colaboradores brasileiros para atuar em unidade na Oceania, consolidando o País como celeiro de talentos e referência mundial na indústria de proteína animal
Jornal Clarín Brasil – JCB News – Brasil 06/04/2026
Enquanto nações disputam fatias do mercado internacional de alimentos, o Brasil avança com um diferencial que vai além da terra fértil e do rebanho robusto: a capacidade de exportar também conhecimento técnico e mão de obra qualificada. Prova disso é a recém-inaugurada English Academy da JBS, escola corporativa de inglês criada para preparar colaboradores brasileiros a atuarem em suas operações na Austrália — um movimento que escancara a vocação natural e o domínio internacional do País no setor alimentício.
Não se trata apenas de vender carne. Trata-se de formar pessoas, transferir tecnologia e ocupar posição de liderança em toda a cadeia global do alimento.
Uma escola brasileira em solo australiano
Batizada de English Academy, a iniciativa combina ensino do idioma, adaptação cultural e experiência prática na indústria. A escola está localizada em Dinmore, Ipswich, no estado de Queensland, onde a JBS opera sua maior unidade de carne bovina na Oceania. A primeira turma, com 30 profissionais da área de produção, embarcou em março. O segundo embarque está previsto para abril.
O programa de imersão pode durar até 12 meses, dependendo do progresso de cada aluno. As aulas são presenciais, com carga horária de 20 horas semanais, e têm foco no vocabulário técnico da indústria de alimentos e no contexto cultural australiano.
Os materiais didáticos foram desenvolvidos internamente, em conformidade com o Australian Education Services for Overseas Students (ESOS) Framework e aprovados pela Australian Skills Quality Authority — órgão regulador nacional do setor de educação e treinamento vocacional na Austrália.
Apoio à adaptação: moradia e integração plena
Para garantir que o aprendizado não seja prejudicado por dificuldades logísticas, os participantes serão acomodados em casas totalmente mobiliadas, localizadas a aproximadamente dois quilômetros da planta e da escola. O modelo permite que os colaboradores conciliem o aprendizado do idioma com experiência profissional desde o início de sua jornada com a JBS Austrália.
Talento brasileiro como ativo estratégico
Segundo a empresa, a criação da escola abre a oportunidade de aprimorar a proficiência em inglês de profissionais com forte experiência técnica que nem sempre tiveram acesso prévio ao ensino formal do idioma.
“Além da fluência, a adaptação cultural é fundamental para que os profissionais se estabeleçam no país e evoluam em suas carreiras”, afirma Ana Ruperez, coordenadora de Mobilidade Global da JBS Austrália.
A preparação dos participantes começou no Brasil em julho de 2025, com aulas on-line realizadas duas vezes por semana e ministradas pelo mesmo professor que acompanha o grupo na etapa presencial. Em março de 2026, o treinamento passou a ser totalmente presencial e integrado à rotina da unidade da JBS em Dinmore.
O Brasil não é só fornecedor, é formador de talentos globais
De acordo com a JBS, trazer o curso para dentro da empresa permite um acompanhamento mais próximo do desempenho dos alunos e um melhor equilíbrio entre trabalho e estudo.
“Temos profissionais altamente qualificados no Brasil e queremos ampliar as oportunidades para que esses talentos atuem globalmente. A escola foi criada para que o idioma não seja um obstáculo nesse caminho”, afirma Fernando Meller, diretor executivo de Recursos Humanos da JBS Brasil.
A English Academy faz parte do esforço mais amplo da companhia para preparar profissionais para posições internacionais. Criado há dez anos, o programa JBS Global Talent já levou colaboradores da JBS para unidades nos Estados Unidos, Canadá, México, Inglaterra e Austrália.
“Não se trata apenas de mobilidade, mas de desenvolvimento de carreira”, acrescenta Meller. “Quando integramos idioma, cultura e trabalho, aumentamos as chances de sucesso no longo prazo”.
Vocação natural + domínio internacional = Brasil potência alimentícia
A iniciativa da JBS escancara um fato que o mercado internacional já reconhece, mas que o Brasil ainda subestima em seu discurso interno: o País não é apenas o maior exportador de proteína animal do mundo. É também um celeiro de talentos capazes de operar, gerir e ensinar a indústria alimentícia em qualquer continente.
Enquanto outras nações enfrentam gargalos de mão de obra especializada, o Brasil forma, dentro de casa, profissionais que dominam a técnica, aprendem o idioma e se adaptam à cultura australiana — sem perder a essência que fez do agronegócio brasileiro referência mundial em produtividade, inovação e escala.
A English Academy não é apenas uma escola. É um símbolo: o Brasil não veio para competir. Veio para liderar.
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