Tecnologia brasileira que transforma câmeras em agentes inteligentes para segurança, eficiência operacional e decisões em tempo real.

Jornal Clarín Brasil – JCB News – Brasil 29/03/2026
Por Nilson Apollo Belmiro Santos – JCB News
Balneário Camboriú (SC) – Entre os dias 26 e 28 de março de 2026, o Expocentro recebeu o CREA Summit, um dos maiores eventos de inovação, sustentabilidade e tecnologia das engenharias, agronomia e geociências do Brasil. Com uma programação que incluiu seminários sobre mobilidade, acessibilidade e habitação, além de uma feira tecnológica com 150 expositores, o evento se consolidou como o epicentro do debate sobre o futuro da infraestrutura nacional.
Foi nesse cenário que Aguinaldo Passos, CEO e criador do MarketView AI, subiu ao palco e entregou uma das apresentações mais comentadas da edição. Ao lado de gigantes do setor, Passos demonstrou, com dados e casos reais, que a próxima grande revolução da engenharia não virá do concreto ou do aço, mas do invisível.
Uma apresentação que marcou época
Durante décadas, infraestrutura foi sinônimo de coisas sólidas: concreto, aço, cabos e torres. Rodovias rasgando o interior. Torres de transmissão enfileiradas no horizonte. Cabos de fibra óptica cruzando oceanos. Coisas que se tocam, que pesam, que ocupam espaço.
Mas o que Aguinaldo Passos apresentou no auditório principal do Expocentro redesenhou esse conceito de forma definitiva.
“Nos últimos anos, observei algo que me intrigou e que começou a parecer inevitável: emergiu uma nova camada de infraestrutura que não se vê, não se pesa e não ocupa nenhum espaço físico. É cognitiva. E mudará tão profundamente o modo como o mundo funciona quanto a chegada da eletricidade ou da internet.”
— Aguinaldo Passos, CEO da MarketView AI
A plateia, composta por engenheiros, arquitetos, gestores públicos e investidores, reagiu com atenção absoluta. Não se tratava de mais uma palestra sobre inteligência artificial genérica. Tratava-se da apresentação de uma tecnologia brasileira já em operação, pronta para ser escalada.
O sucesso do MarketView AI: tecnologia que já transforma ambientes
O MarketView AI não é uma promessa. É uma plataforma consolidada que transforma câmeras comuns em agentes inteligentes. Mais do que registrar imagens, a solução analisa comportamento humano em tempo real, prevê riscos e apoia decisões estratégicas dentro de shoppings, hospitais, aeroportos, centros logísticos e, agora, cidades inteligentes.
Durante o evento, Passos demonstrou casos reais:
- Em um shopping de São Paulo, por exemplo, o sistema é capaz de reduzir em 32% o tempo de resposta a incidentes de segurança.
- Em um hospital de referência no Rio de Janeiro, a plataforma identifica gargalos no fluxo de macas, reduzindo o tempo de espera na emergência em 18%.
- Em um centro de distribuição logística, o MarketView AI antecipa riscos de acidentes e otimizou rotas internas, gerando economia de 12% em horas-homem.

“Não mostramos slides bonitos. Mostramos resultados. A engenharia sempre foi sobre construir o que funciona. Nós construímos o que enxerga, aprende e decide.”
— Aguinaldo Passos
O shopping que enxerga, o hospital que aprende
Para tornar o conceito menos abstrato, Passos conduziu a plateia por um exercício que ficou na memória dos participantes:
“Imagine um shopping lotado num domingo. Milhares de pessoas circulando, interagindo, gerando padrões de fluxo. Durante décadas, toda essa informação simplesmente evaporou. Aconteceu e desapareceu, sem deixar rastro analítico nenhum.”
Hoje, como ele demonstrou, esse cenário mudou de forma concreta. A combinação entre inteligência artificial, visão computacional e análise comportamental tornou possível algo que antes pertencia à ficção científica: ambientes físicos que entendem o que acontece dentro deles.
“Não apenas gravam. Interpretam. Não apenas registram. Aprendem.”
No ambiente de um pronto-socorro, o ganho se revelou ainda mais evidente. Passos mostrou um vídeo (com imagens autorizadas e anonimizadas) onde o sistema detectou, em tempo real, um acúmulo de pacientes em um corredor antes que a equipe de enfermagem percebesse. O alerta foi enviado automaticamente para a gestão.
“Qualquer gestor de saúde sabe que boa parte dos erros e ineficiências não vem de falta de competência. Vem de falta de percepção situacional. De não enxergar o que está acontecendo no corredor ao lado enquanto você lida com o que está diante de você.”
O MarketView AI, segundo Passos, preencheu exatamente esse vazio. E o mesmo raciocínio valerá para escolas, aeroportos, centros de distribuição e cidades inteiras.
“A questão não é mais se essa tecnologia será adotada. É quem vai construir a camada de inteligência que vai operar por baixo de tudo isso.”
Dados do mundo físico: o novo petróleo
Do ponto de vista econômico e estratégico, Passos traçou um paralelo histórico que ecoou entre os investidores presentes:
“Estamos no começo de um ciclo parecido com o que aconteceu no início da internet comercial. Naquele momento, quem entendeu que dados digitais eram uma nova categoria de infraestrutura — e não apenas uma ferramenta operacional — construiu as maiores empresas do mundo nas décadas seguintes.”
Agora, argumentou, os dados físicos ocuparão esse mesmo papel. Cada movimento dentro de um ambiente físico, cada interação, cada anomalia comportamental — tudo isso é dado. Dado que, até recentemente, não existia de forma estruturada. Dado que agora pode ser capturado, interpretado e transformado em inteligência operacional ou estratégica.
“Quem construir essa infraestrutura cognitiva para ambientes físicos não vai apenas vender tecnologia. Vai operar a espinha dorsal de como cidades, empresas e instituições tomam decisões no mundo real.”
Inovação com responsabilidade: o dilema ético
O CEO da MarketView AI não ignorou as perguntas difíceis. Durante o debate que se seguiu à sua apresentação, Passos abordou frontalmente as questões de privacidade, governança e limites éticos.
“Não dá para construir infraestrutura crítica sem construir junto os marcos que definem como ela pode e não pode ser usada. Essas perguntas precisam ser feitas com rigor.”
Mas fez um alerta que arrancou aplausos:
“A tecnologia em si não vai esperar que a discussão termine para avançar. Ela já está avançando. Onde estarão os engenheiros, os gestores e os reguladores brasileiros quando essa infraestrutura se tornar ubíqua?”
Reação do público e da imprensa especializada
A apresentação de Passos foi um dos momentos de maior engajamento do CREA Summit 2026. Representantes da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e de secretarias municipais de tecnologia procuraram a MarketView AI ainda durante a feira para agendar reuniões.
Nas redes sociais, o termo “infraestrutura cognitiva” figurou entre os mais citados durante os três dias de evento. O perfil oficial do CREA Summit republicou os principais momentos da palestra com a legenda:
“O futuro da engenharia não será apenas construído. Será percebido. Aguinaldo Passos e MarketView AI mostram o caminho.”
Aguinaldo Passos
A feira tecnológica, que reuniu 150 expositores, teve o estande da MarketView AI entre os cinco mais visitados, com filas para demonstrações ao vivo da plataforma.
O que vem depois do CREA Summit
Com o sucesso da participação, a MarketView AI anunciou, em conversas com a imprensa durante o evento, dois desdobramentos imediatos:
- Expansão para o setor público: a plataforma será testada em dois terminais de ônibus e uma estação de metrô em parceria com uma capital da região Sul.
- Novo módulo de predição de riscos em obras: desenvolvido especificamente para engenharia civil, o módulo promete reduzir acidentes em canteiros de obras utilizando visão computacional.
“O CREA Summit nos deu a plataforma que precisávamos para mostrar que tecnologia brasileira de ponta existe, funciona e está pronta para competir globalmente. Saímos daqui com contratos, parcerias e, mais importante, com a convicção de que estamos no caminho certo.”
— Aguinaldo Passos
Conclusão: o óbvio que ninguém viu chegar
Passos concluiu sua apresentação com uma reflexão que se tornou a frase mais compartilhada do evento:
“A tecnologia que realmente muda o mundo raramente é a que mais chama atenção quando aparece. É a que, daqui a dez anos, vai parecer tão óbvia que ninguém vai conseguir imaginar como funcionava sem ela.”
Ele olhou para a plateia e finalizou:
“Essa é a infraestrutura que está sendo construída agora. Invisível, cognitiva e absolutamente real. E a MarketView AI já está entregando.”
O CREA Summit 2026 terminou, mas a conversa sobre a infraestrutura cognitiva, iniciada em Balneário Camboriú por um empreendedor brasileiro e sua tecnologia de ponta, apenas começou.
Ficha técnica do Evento
Evento: CREA Summit 2026
Data: 26 a 28 de março de 2026
Local: Expocentro, Balneário Camboriú (SC)
Destaque: Participação de Aguinaldo Passos, CEO da MarketView AI
Tecnologia apresentada: MarketView AI – plataforma de visão computacional que transforma câmeras em agentes inteligentes para análise comportamental, predição de riscos e apoio à decisão em tempo real.

Nilson Apollo Belmiro Santos é colunista e empresário mineiro, formado em Gestão Empresarial (Segurança Privada) pela Uni-BH. Atua como Diretor-Presidente da Vórtice Comércio e Comunicação e fundador de multiplas empresas no ramo de serviços, imobiliário e distribuição agropecuária, extendendo sua atuação entre sudeste e sul do Brasil. Escreve sobre temas empresariais, sociais, culturais, e políticos em jornais como Clarín Brasil e Montes Claros, além da revista QAP (tecnologia da segurança) e Minas Security.






