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Augusto Cury candidato à Presidência da República: Será mesmo viável ou apenas uma cortina de fumaça emocional?

“Meu objetivo é contribuir para a construção do Brasil dos nossos sonhos.”


Em um dos momentos mais críticos da política nacional, marcado por polarização extrema, crise de governabilidade, desafios econômicos e tensões institucionais, o partido Avante anunciou neste domingo (5) a pré-candidatura do escritor e psiquiatra Augusto Cury à Presidência da República, para as eleições de outubro. A justificativa? Fortalecer o “equilíbrio emocional, a educação e a gestão humanizada no Brasil”.

Cury declarou: “Meu objetivo é contribuir para a construção do Brasil dos nossos sonhos. Não amo o poder, não preciso do poder e não busco o poder pelo poder. Não se trata de um projeto pessoal, mas de uma jornada.”

O Avante classificou o movimento como um “novo momento” para o país, mas a pergunta que fica é: diante da necessidade urgente de respostas concretas para inflação, violência, desemprego e instabilidade política, uma candidatura baseada em “inteligência emocional” tem densidade real ou se trata de um gesto de marketing eleitoral oportunista?

Enquanto isso, Cury soma-se a nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (Democracia Cristã) na corrida presidencial, alguns com trajetórias políticas consolidadas, outros com claro capital eleitoral. Mas será que um país à beira de um colapso de confiança institucional precisa de um coach de emoções na cadeira mais dura do poder? Ou essa proposta, embora bem-intencionada, escancara justamente a fragilidade de nosso debate democrático?

Conheça Augusto Cury
Nascido em Colina (SP) em 1958, formado em Medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, doutor internacional em Psicologia Multifocal pela Florida Christian University (2013), pós-graduado pela PUC-SP. É professor, conferencista, e já foi eleito o autor mais lido da última década no Brasil pela revista IstoÉ e pela Folha de S.Paulo. Venceu o prêmio de melhor ficção de 2009 da Academia Chinesa de Literatura por O Vendedor de Sonhos, adaptado ao cinema por Jayme Monjardim em 2016.

Seu currículo é brilhante, para as livrarias e palcos. Mas para o Planalto, em tempos tão sombrios, será que sonhos vendem? Ou será que o país precisa menos de equilíbrio emocional e mais de liderança política com experiência real para equilibrar forças reais? Eis a questão.

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