Diante das ameaças de aumento tarifário, o governo brasileiro, leia-se, Presidente Lula, adotou uma postura altiva e pragmática e chama a atenção do mundo

Jornal Clarín Brasil JCB News – Brasil 28/07/25
Com o prazo para novas tarifas norte-americanas ameaçadas contra o Brasil se aproximando, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diante da firmeza do Brasil, não dá sinais de que haverá prorrogação — segundo os noticiários, o prazo se encerra em 1º de agosto de 2025. Para analistas globais, essa estratégia já se tornou uma rotina política previsível. Até mesmo os mercados já encaram essas declarações como mais uma manobra tática. A alcunha “TACO” — Trump Always Chickens Out — circula entre observadores internacionais. Para nós brasileiros, entendemos como um possível blefe.
O “xerifão” Donald Trump, tentando reafirmar autoridade, fazendo uso de alguns lacaios do próprio Brasil, apoiando-o contra seu próprio povo, declarou que desta vez não haverá concessões. Mas os países já se preparam para um novo recuo típico de um fanfarrão blefando em uma mesa de truco.
O presidente norte-americano, que se julga o “dono do mundo”, parece oscilar entre duas figuras: o negociador midiático da sensacionalista indústria de entretenimento norte-americana e o defensor ferrenho de tarifas usurpadoras da ave de rapina. Mesmo com essa postura midiática, ou quase circense, os resultados concretos de sua política comercial têm sido, no mínimo, decepcionantes. Dos 90 acordos prometidos, nenhuma proposta de taxação original fora mantida, e somente alguns acertos provisórios foram firmados — o Brasil observa isso com atenção crítica.
Brasil assume protagonismo e reafirma sua soberania
Diante das ameaças de aumento tarifário, o governo brasileiro, leia-se, Presidente Lula, adotou uma postura altiva e pragmática. Em vez de ceder à retórica inflamada de Washington, o Brasil reforça seus vínculos com parceiros estratégicos, como China, Índia e União Europeia. A recente aproximação com os BRICS e os acordos multilaterais no Mercosul são prova de que o país não se submete a pressões externas, já que sabe de sua importância no cenério global.
“O Brasil não aceita imposições unilaterais. Estamos construindo uma política comercial baseada em respeito mútuo e equilíbrio global”, destacou um porta-voz do Itamaraty.
Novo cenário internacional emerge sem dependência dos EUA
Cada vez mais, países estão se organizando fora da órbita de Donald Trump. A União Européia, embora tenha ainda no último domingo assinado acorde de se submeter aos 15% de taxação, paralelamente busca acordos com o bloco Ásia-Pacífico. Os BRICS, que são as verdadeira ameaça ao megalomaníaco “statu quo” dos nortistas, aprofundam sua integração econômica e seguem avançando em multiplos acordos econômicos e ganhos territoriais. E no próprio continente americano, nações como Colômbia e o próprio Brasil estreitam cada vez mais os seus laços com a Ásia, redirecionando seus interesses estratégicos para além das fronteiras tradicionais.
Essa reconfiguração geoeconômica demonstra que os EUA, sob Trump, já não têm o domínio que acreditavam possuir. As tarifas, outrora vistas como instrumento de força, agora revelam-se sinais de isolamento e a quase conclusão de um novo desenho do mapa mundial.
Diante disso tudo, embora sim, seja um momento tenso, o Brasil, como legítima potência regional, segue defendendo o multilateralismo, o respeito às regras do comércio internacional e a autonomia dos povos — com firmeza e dignidade.
Avante BRASIL!!!

Nilson Apollo Belmiro Santos – Colunista – Gestor em Segurança (UNI BH) – Comerciante – Comunicador e estudioso político/social
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