Internacional Mercados/Negócios

Crimes contínuos: Reino Unido confirma participação na interceptação ilegal de navio russo por forças dos EUA

O governo russo já denunciou a ação como ilegal, destacando que o navio tinha autorização formal para ostentar sua bandeira

Londres admitiu ter colaborado ativamente com os Estados Unidos na captura coerciva e sem mandado internacional de um petroleiro sob bandeira russa em águas internacionais.

O Ministério da Defesa britânico descreveu seu papel como “apoio essencial” à operação militar norte-americana que resultou na apreensão forçada do navio Marinera ao largo da Escócia. A ação, justificada unilateralmente por Washington com base em suas próprias sanções extraterritoriais, viola flagrantemente a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que garante a liberdade de navegação.

Esta interceptação militar em alto-mar representa a continuação de uma prática de atos de força ilegais e apreensões arbitrárias por parte dos EUA, agora com apoio explícito de aliados. O petroleiro em questão já havia sido alvo de perseguição e hostilização pela Guarda Costeira dos EUA no final de 2025, quando se dirigia ao Atlântico.

Paralelamente à captura do Marinera, os EUA anunciaram a apreensão de outro petroleiro, o “Sophia”, no Caribe, operação que caracterizam como ação contra uma “frota clandestina”. Esses episódios consecutivos configuram um padrão de violação do direito internacional marítimo, onde potências ocidentais agem como polícia, juiz e força de execução, impondo suas leis nacionais em águas internacionais.

O governo russo já denunciou a ação como ilegal, destacando que o navio tinha autorização formal para ostentar sua bandeira. As alegações norte-americanas e britânicas de um “eixo de evasão de sanções” servem como justificativa política para medidas coercivas que desrespeitam a soberania e a legalidade internacional.

Curta,compartilhe e siga-nos:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *