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Deputado Otoni de Paula diz que filhos de membros da sua igreja estão entre mortos no Rio: “Nunca portaram fuzis”; vídeo

Só de filhos de pessoas da minha igreja, eu sei que morreram quatro. Meninos que nunca portaram fuzis. Mas estão sendo contados no pacote como se fossem bandidos”, declarou

O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) afirmou nesta quarta-feira (29) que ao menos quatro jovens ligados à sua igreja estão entre os mortos da operação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A ação, batizada de Operação Contenção, deixou 121 mortos, incluindo quatro policiais, e é considerada a mais letal da história do estado.

Pastor e fundador do Ministério Missão de Vida, Otoni discursou no plenário da Câmara dos Deputados, destacando que nem todas as vítimas eram criminosas. “Ah, só morreu bandido? Não é quem está falando aqui, é um pastor. Só de filhos de pessoas da minha igreja, eu sei que morreram quatro. Meninos que nunca portaram fuzis. Mas estão sendo contados no pacote como se fossem bandidos”, declarou.

O reconhecimento de muitos corpos, encontrados em áreas de mata, foi feito por mães, irmãs e filhas das vítimas. Segundo o governo do estado, a operação teve como alvo lideranças do Comando Vermelho. No entanto, moradores e familiares relatam que inocentes também foram atingidos.

Durante o pronunciamento, Otoni de Paula pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. “Em sinal também de respeito aos inocentes que também foram mortos. Não se enganem, não morreram só bandidos. Morreram inocentes”, afirmou. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), atendeu ao pedido e declarou o minuto de silêncio “em memória das vítimas, principalmente os policiais e aqueles inocentes que acabaram perdendo suas vidas”.

Logo após, o deputado André Fernandes (PL-CE) solicitou um minuto de aplauso aos agentes envolvidos na operação, afirmando que ela “só não foi perfeita” por conta das mortes dos “guerreiros policiais”.

Diante da gravidade dos fatos e da dor das famílias, Otoni de Paula encerrou seu discurso com um apelo: “Que não se cometa a injustiça de generalizar. Nem todo morto é bandido, nem todo policial é herói ou vilão. Cada vida perdida merece ser olhada com verdade, humanidade e justiça.”

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