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“Entre o Mirante e a Missão: Onde a Prevenção Ganha Nome e Forma” – Por Paulo Siuves

Se o leitor procurar agora no Google, talvez ainda não encontre tudo isso

“Entre o Mirante e a Missão: Onde a Prevenção Ganha Nome e Forma” 

Paulo Siuves

Outro dia, procurei por nós na internet.
Não por vaidade, mas por zelo.
Queria ver com os olhos de fora o que já sei por dentro: que a Inspetoria de Ações Preventivas (INAP), da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte, é real, viva, pulsante — feita de gente que cuida, que pensa, que escuta, que previne.

Mas não nos encontrei.
Ou melhor, encontrei traços esparsos, registros tímidos, menções que não traduzem a grandeza do que vivemos ali, no alto do Parque Professor Amílcar Vianna Martins — observando do mirante a cidade que protegemos, com a bela vista de Belo Horizonte a cada alvorada e a cada crepúsculo.

A INAP existe.
Existe em cada ação educativa, em cada visita escolar, em cada encontro com vítimas de violência, em cada abraço dos Guardiões do Riso, em cada roda de Justiça Restaurativa.
Existe quando a música da Banda da Guarda rompe o silêncio do medo.
Existe na escuta ativa, no acolhimento, na construção de pontes onde antes só havia muros.

E existe, sobretudo, porque tem uma liderança que a sustenta com sabedoria, coragem e presença.
Abigail — é assim que a chamamos, como é costume na Guarda — é mais do que uma inspetora: é uma referência ética, sensível e firme. É uma mulher que acredita no poder da palavra e no exemplo silencioso. Que prefere o gesto concreto à autopromoção, que confia na força do trabalho coletivo e na potência da escuta.

Abigail lidera com leveza e precisão. É dessas lideranças que não se impõem — se colocam. Não precisa levantar a voz para ser ouvida. Não precisa estar nas manchetes para fazer história. Sua autoridade vem do respeito que inspira, da responsabilidade que assume, da humanidade com que age.

Se o leitor procurar agora no Google, talvez ainda não encontre tudo isso.
Mas não se engane: há muito que não se vê com os olhos, mas se comprova pela experiência.
E a experiência de estar na INAP é a de viver, diariamente, a segurança pública como ela deveria ser: preventiva, comunitária, humana, digna.

Escrevo esta coluna porque acredito que a história não se escreve sozinha.
E se não a registrarmos, corremos o risco de sermos esquecidos — mesmo tendo feito tanto.
Então que fique aqui, registrado: a INAP existe, e faz toda a diferença.


Paulo Siuves é um dedicado defensor dos Direitos das Mulheres, reconhecido internacionalmente como “Embaixador da Paz” por seus esforços. Com um sólido histórico acadêmico e honrarias em Filosofia e Literatura, incluindo os títulos de Doutor Honoris Causa, Paulo apoia e promove talentosas escritoras, contribuindo para umcenário literário mais inclusivo e igualitário. Seu compromisso com a justiça social e aigualdade de gênero é evidenciado por suas inúmeras qualificações, incluindo cursos deformação em Direitos Humanos, e pelo reconhecimento com o Troféu Evita Perón, concedido pelo Núcleo de Letras e Artes de Buenos Aires.

As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do Jornal Clarín Brasil – JCB News, sendo elas de inteira responsabilidade e posicionamento dos autores”

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