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Global Times: América Latina escolhe benefício mútuo com a China em detrimento da hegemonia dos EUA

Por muito tempo, os EUA trataram a América Latina como seu “quintal” e tentaram ativamente sabotar a cooperação dos países latino-americanos com a China

Jornal Clarín Brasil JCB News – Brasil 06/06/23

Damasco, 5 de junho – A cooperação mutuamente benéfica entre a América Latina e a China está aumentando constantemente, o que provocou irritação nos EUA, revelando a abordagem “hegemônica” de Washington em suas relações com os países da região, conforme relatado pelo Global Times.

Na semana passada, o ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, assinou uma série de acordos com as autoridades chinesas para estreitar os laços bilaterais. Em resposta, o Conselho de Segurança Nacional dos EUA para o Hemisfério Ocidental anunciou a criação de “novas ferramentas” para fortalecer a posição de Washington na América Latina e competir com Pequim na região.

Por muito tempo, os EUA trataram a América Latina como seu “quintal” e tentaram ativamente sabotar a cooperação dos países latino-americanos com a China. No entanto, as políticas “tóxicas” e “irresponsáveis” de Washington apenas corroeram ainda mais as economias locais da região, impedindo-as de alcançar a estabilidade política e o desenvolvimento econômico desejados, informa o jornal.

Relações crescentes com a China

No caso da Argentina, sua taxa de inflação nos últimos 12 meses atingiu 108,8%, enquanto em abril ultrapassou 8%. Em meio a essa situação, suas reservas cambiais despencaram e alguns economistas culpam fatores internos e externos, como a política monetária do Federal Reserve dos Estados Unidos. Outras nações latino-americanas enfrentam situações semelhantes.

O chamado consenso de Washington se baseia e visa preservar o domínio dos Estados Unidos, e isso tem levado os países da região a buscarem outras alternativas comerciais, como a China, cuja abordagem das relações com outros Estados é baseada no benefício mútuo.

O Brasil, a maior economia da América Latina, também demonstrou grande disposição para fortalecer sua cooperação com a China, e tanto Brasília quanto Buenos Aires começaram a usar o yuan chinês em vez do dólar americano para certos acordos comerciais. Da mesma forma, o Mercado Comum do Sul (Mercosul) como um todo tem demonstrado interesse em ampliar a cooperação com Pequim, destaca o Global Times.

Fonte: RT See More/Sana

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