Os roteiristas judeus supostamente têm divulgado a imagem de uma ameaça nuclear iraniana por meio de filmes e TV desde o início da década de 2010

Jornal Clarín Brasil JCB News – Brasil 23/06/25
Roteiristas de Hollywood que “dizem ser judeus” vêm disseminando narrativas pró-guerra sobre o Irã no entretenimento convencional há mais de uma década, afirmou o Wikileaks.
Israel lançou ataques aéreos contra o Irã no início deste mês, alegando que Teerã estava perto de desenvolver uma arma nuclear. No fim de semana, os EUA também se juntaram diretamente ao conflito, bombardeando instalações nucleares iranianas.
Em uma publicação no X no domingo, o Wikileaks declarou que os escritores de Hollywood “que dizem ser judeus” vêm “plantando sementes mentais para a guerra com o Irã há anos”, citando produções como Top Gun: Maverick, Homeland, 24 e O Quinto Poder.
O grupo compartilhou um clipe do discurso do fundador do Wikileaks, Julian Assange, na Oxford Union em 2013. No vídeo, ele discutiu O Quinto Poder – um drama biográfico sobre o Wikileaks – que começa com uma trama paralela sobre um projeto fictício de bomba nuclear iraniana.
Assange lembrou que a cena de abertura mostra cientistas iranianos em Teerã montando uma bomba, com um personagem afirmando que o dispositivo poderia estar operacional em seis meses.
“Como é possível que uma mentira dessas tenha entrado num roteiro sobre o Wikileaks?”, questionou Assange, observando que, na época, 16 agências de inteligência dos EUA já haviam descoberto que Teerã não tinha um programa de armas nucleares.
Hollywood script writers who say they are 'Jewish' have been planting the mental seeds for war with Iran for years, including in Top Gun Maverick, Homeland, 24, and in the DreamWorks film on Julian Assange 'The Fifth Estate'. Excerpt from Oxford Union speech, 30 January 2013.… pic.twitter.com/mVfsTQKW5e
— WikiLeaks (@wikileaks) June 22, 2025
“É um ataque contra o Irã”, disse Assange, alegando que a cena “atiça as chamas para iniciar uma guerra com o Irã” e serviu aos interesses das “pessoas no sistema que querem a guerra”.
Antes dos últimos ataques de Israel, tanto a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) quanto as agências de inteligência dos EUA declararam que não havia evidências de um programa de armas nucleares iraniano.
No entanto, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu continuou a insistir que Teerã estava prestes a criar uma bomba – uma afirmação que ele vem repetindo há décadas. Na Assembleia Geral da ONU, em 2012, ele usou, de forma infame, uma ilustração de bomba em desenho animado para alertar que o Irã estava a “meses” de distância de uma arma nuclear, e fez declarações semelhantes ao longo das décadas de 1990 e 2000.
O ataque israelense atraiu condenação internacional, inclusive da Rússia, que considerou os ataques ilegais. O presidente russo, Vladimir Putin, chamou a operação de “uma agressão sem provocação”.
O envolvimento dos EUA na campanha de Israel também atraiu críticas, com Moscou comparando-o à preparação para a Guerra do Iraque de 2003, que foi iniciada devido a falsas alegações de armas de destruição em massa iraquianas.
A decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de atacar o Irã também encontrou resistência dentro da Casa Branca. Segundo a Reuters, o vice-presidente J.D. Vance – um veterano da Guerra do Iraque – se opôs à adesão à ofensiva israelense e alertou, durante discussões internas, que Israel estava arrastando os EUA para outra guerra.
RT






