Meio milhão de pessoas enfrentam o terceiro dia consecutivo sem energia, em um quadro que mistura prejuízos econômicos, riscos à saúde pública e total insegurança.

Jornal Clarín Brasil – JCB News – Brasil 13/12/2025
Três dias após uma tempestade de ventos que atingiu São Paulo, quase 500 mil clientes ainda estão sem energia elétrica na capital e região metropolitana, expondo a fragilidade crônica do sistema de distribuição e a incapacidade da concessionária Enel em restaurar o serviço em tempo hábil. A situação caótica obrigou o Poder Judiciário a intervir, determinando, nesta sexta-feira (12), que a empresa restabeleça o fornecimento em até 12 horas, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora de descumprimento.
A ordem judicial, acatando pedido do Ministério Público e da Defensoria Pública, evidencia a gravidade do colapso. O texto é incisivo ao priorizar o atendimento a serviços essenciais, como delegacias, presídios, escolas (em pleno período de vestibulares), sistemas de água e saneamento da Sabesp, e locais com idosos ou pessoas com deficiência. A determinação se estende a todas as demais unidades afetadas desde a última segunda-feira (9), um reconhecimento tácito de que a lentidão da empresa já se arrasta por tempo excessivo.
O cenário é de desassistência generalizada: na capital paulista, mais de 363 mil consumidores permanecem no escuro. Este número revela a escala do fracasso operacional, já que, no pico da crise, 2,2 milhões de pessoas ficaram sem luz após a passagem de um ciclone extra-tropical na quarta-feira (10). Ventos de até 100 km/h derrubaram mais de 330 árvores sobre a rede elétrica, um evento climático previsível para uma metrópole, mas que encontrou um sistema aparentemente despreparado para lidar com emergências de grande porte.
Além do restabelecimento urgente, a Justiça determinou que a Enel garanta canais de atendimento funcionais e acessíveis, após relatos generalizados de consumidores impossibilitados de reportar falhas. O descumprimento pode levar a medidas ainda mais drásticas, como bloqueio de valores e intervenção judicial.
Em nota, a Enel afirmou que “não foi intimada da decisão e segue trabalhando de maneira ininterrupta”. A declaração, no entanto, soa como uma resposta burocrática diante do desespero de meio milhão de pessoas que enfrentam o terceiro dia consecutivo sem energia, em um quadro que mistura prejuízos econômicos, riscos à saúde pública e total insegurança.
?? “Presidente, você precisa ajudar a gente com isso”, diz Ricardo Nunes a Lula sobre falta de energia em São Paulo.
— Eixo Político (@eixopolitico) December 12, 2025
Prefeito riu da situação e desejou que a luz seja reestabelecida no estado antes do lançamento do canal SBT News, que acontece na próxima segunda. pic.twitter.com/AGiU3fDTRm
Após defender privatizações, Ricardo Nunes pede socorro ao governo Lula e diz que tem que haver uma intervenção na Enel. Milhões de pessoas estão sem energia desde ontem em São Paulo. pic.twitter.com/xvg3pBGDVo
— Mallu (@mariarita4141) December 12, 2025
A crise atual não é um incidente isolado, mas mais um capítulo na história de ineficiência e descaso no setor. A necessidade de uma ordem judicial com prazo e multa para forçar a ação da concessionária deixa claro: o serviço essencial de energia em São Paulo opera em estado de falência, dependente de intervenções externas para cumprir sua função mais básica. Enquanto isso, a população paga a conta, literal e figurativamente, no escuro.
Justiça impõe prazo e multa à Enel após três dias de apagões generalizados em São Paulo
Três dias após uma tempestade de ventos que atingiu São Paulo, quase 500 mil clientes ainda estão sem energia elétrica na capital e região metropolitana, expondo a fragilidade crônica do sistema de distribuição e a incapacidade da concessionária Enel em restaurar o serviço em tempo hábil. A situação caótica obrigou o Poder Judiciário a intervir, determinando, nesta sexta-feira (12), que a empresa restabeleça o fornecimento em até 12 horas, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora de descumprimento.
A ordem judicial, acatando pedido do Ministério Público e da Defensoria Pública, evidencia a gravidade do colapso. O texto é incisivo ao priorizar o atendimento a serviços essenciais, como delegacias, presídios, escolas (em pleno período de vestibulares), sistemas de água e saneamento da Sabesp, e locais com idosos ou pessoas com deficiência. A determinação se estende a todas as demais unidades afetadas desde a última segunda-feira (9), um reconhecimento tácito de que a lentidão da empresa já se arrasta por tempo excessivo.
O cenário é de desassistência generalizada: na capital paulista, mais de 363 mil consumidores permanecem no escuro. Este número revela a escala do fracasso operacional, já que, no pico da crise, 2,2 milhões de pessoas ficaram sem luz após a passagem de um ciclone extra-tropical na quarta-feira (10). Ventos de até 100 km/h derrubaram mais de 330 árvores sobre a rede elétrica, um evento climático previsível para uma metrópole, mas que encontrou um sistema aparentemente despreparado para lidar com emergências de grande porte.
Além do restabelecimento urgente, a Justiça determinou que a Enel garanta canais de atendimento funcionais e acessíveis, após relatos generalizados de consumidores impossibilitados de reportar falhas. O descumprimento pode levar a medidas ainda mais drásticas, como bloqueio de valores e intervenção judicial.
Em tom de brincadeira, o presidente Lula falou na cara do Tarcísio de Freitas que a falta de energia em São Paulo é culpa dele. Hoje Lulinha está dando um apavoro nos bolsonaristas de São Paulo.pic.twitter.com/Rrw4YczY3I
— Vinicios Betiol (@vinicios_betiol) December 13, 2025
Em nota, a Enel afirmou que “não foi intimada da decisão e segue trabalhando de maneira ininterrupta”. A declaração, no entanto, soa como uma resposta burocrática diante do desespero de meio milhão de pessoas que enfrentam o terceiro dia consecutivo sem energia, em um quadro que mistura prejuízos econômicos, riscos à saúde pública e total insegurança.
A crise atual não é um incidente isolado, mas mais um capítulo na história de ineficiência e descaso no setor. A necessidade de uma ordem judicial com prazo e multa para forçar a ação da concessionária deixa claro: o serviço essencial de energia em São Paulo opera em estado de falência, dependente de intervenções externas para cumprir sua função mais básica. Enquanto isso, a população paga a conta, literal e figurativamente, no escuro.







