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Irmã do Prefeito – Sistema de Reconhecimento Facial Localiza e Possibilita Prisão de Foragida da Justiça em São Paulo

No caso específico, o sistema identificou a foragida em movimento, gerou o alerta e permitiu a rápida intervenção policial, culminando na prisão

Na tarde de quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024, uma operação de rotina do sistema de segurança pública resultou na prisão de Janaina Reis Miron, 49 anos. A detenção ocorreu por volta das 15h22 na Avenida Clara Mantelli, bairro Socorro, Zona Sul da capital paulista. A ação foi desencadeada após a identificação biométrica da indivíduo pelo Sistema de Monitoramento Avançado com Reconhecimento de Padrões (Smart Sampa). Ela foi conduzida ao Distrito Policial de Santo Amaro, onde aguarda audiência de custódia.

A prisão foi efetuada com base em mandados judiciais em aberto expedidos pela Justiça, relacionados aos crimes de desacato, lesão corporal e embriaguez ao volante.

ANTECEDENTES CRIMINAIS

Os mandados de prisão são decorrentes de um episódio ocorrido em outubro de 2022, na cidade de Botucatu. Na ocasião, Janaina foi abordada pela Polícia Militar após ser flagrada dirigindo em ziguezague na rodovia, apresentando sinais de embriaguez. Na abordagem, a mulher recusou-se a realizar o teste do bafômetro, resistiu à prisão e desacatou os agentes. Foi constatado que ela já possuía registros criminais anteriores por furto, maus-tratos, lesão corporal e embriaguez ao volante.

Inicialmente, a Justiça aplicou uma pena alternativa: prestação de serviços à comunidade, pagamento de multa e suspensão do direito de dirigir. No entanto, diante do reiterado descumprimento das intimações e da falta de comparecimento para o início da pena, o Ministério Público solicitou a conversão. A Vara Criminal de Botucatu acolheu o pedido, expedindo mandado de prisão definitivo para o cumprimento da pena em regime aberto. Janaina, portanto, estava na condição de foragida da Justiça.

O SISTEMA SMART SAMPA

A localização foi viabilizada pelo Smart Sampa, uma plataforma tecnológica de segurança pública. Abaixo, sua descrição técnica e operacional:

  • Infraestrutura: Consiste em uma rede integrada de aproximadamente 31 mil câmeras de videomonitoramento de alta definição, instaladas em vias e pontos estratégicos do município.
  • Tecnologia de Núcleo: O sistema emprega algoritmos de inteligência artificial para reconhecimento facial biométrico. Ele não armazena vídeos da população, mas processa imagens em tempo real para gerar uma “assinatura facial” única (mapa de pontos nodais).

Fluxo Operacional Reativo

Captura: Uma câmera captura a imagem de um rosto no espaço público.

Consulta Automática: O software compara instantaneamente a assinatura facial com um banco de dados restrito, contendo exclusivamente imagens cadastrais de indivíduos com mandados de prisão em aberto, fornecidas pela Justiça.

Alerta: Em caso de correspondência positiva (“match”), um alerta automatizado é gerado no centro de controle operacional e direcionado às viaturas policiais mais próximas, contendo a localização e a imagem do foragido.

Ação Policial: As equipes em campo recebem o alerta e realizam a abordagem para efetivar a prisão em flagrante, com base no mandado judicial pré-existente.

Fundamento Legal: A operação do sistema é estritamente reativa e instrumental. Sua atuação está vinculada diretamente a uma ordem judicial prévia. Não há vigilância preditiva ou monitoramento indiscriminado. Sua única função é auxiliar na localização de pessoas já procuradas formalmente pela Justiça.

EFICÁCIA OPERACIONAL

No caso específico, o sistema identificou a foragida em movimento, gerou o alerta e permitiu a rápida intervenção policial, culminando na prisão. Dados oficiais apontam que, até dezembro de 2023, a plataforma contribuiu para a localização e prisão de mais de 1.600 foragidos da Justiça.

Conclui-se que a prisão em questão foi um procedimento padrão de aplicação da lei, no qual uma ferramenta tecnológica de suporte atuou como facilitadora para o cumprimento de mandados judiciais. Todo o processo teve como único fundamento legal os mandados de prisão expedidos pela Vara Criminal de Botucatu, demonstrando a função do sistema como um instrumento auxiliar na execução penal e na localização de procurados.

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