O exército foi mobilizado para conter os fugitivos, cercando áreas da capital e intervindo em tentativas de fuga

Jornal Clarín Brasil – JCB News – Brasil 11/09/2025
Apesar da renúncia do primeiro-ministro Khadga Prasad Sharma Oli e de diversos ministros, os protestos no Nepal se intensificaram, mergulhando o país em uma profunda crise de segurança. Segundo o jornal The Kathmandu Post, os confrontos já deixaram 31 mortos e mais de mil feridos.
Violência nas ruas e nas prisões
A repressão policial aos manifestantes resultou em 19 mortes, após agentes abrirem fogo contra protestos antigovernamentais. A situação se agravou com a fuga de mais de 15 mil presos de 25 penitenciárias, após manifestantes invadirem instalações, incendiarem prédios administrativos e abrirem passagens de fuga.

O exército foi mobilizado para conter os fugitivos, cercando áreas da capital e intervindo em tentativas de fuga. Cinco detentos foram mortos em uma unidade correcional, e outros dez ficaram feridos em confrontos com militares. Entre os fugitivos, há condenados por crimes graves como assassinato, estupro e tráfico de pessoas.
Ataques a autoridades e instituições
A violência se espalhou para residências de figuras políticas. A esposa do ex-primeiro-ministro Jhala Nath Khanal está em estado crítico após sua casa ser incendiada. A sede do Partido do Congresso Nepalês, o prédio do parlamento federal, a Suprema Corte e duas residências de Oli também foram atacadas.
Com a escalada dos confrontos, o exército iniciou a evacuação de ministros por helicóptero, diante da crescente ameaça.

Redes sociais e revolta jovem
A crise ganhou força após o bloqueio de plataformas como Facebook, Instagram, WhatsApp, YouTube, X, Reddit e LinkedIn, em 4 de setembro. Jovens lideraram marchas até o parlamento, protestando contra a censura digital e denúncias de corrupção. A repressão incluiu uso de gás lacrimogêneo, canhões de água e munição real.
Após a morte de 31 pessoas, o governo suspendeu a proibição das redes sociais. Ministros como Ramesh Lekhak (Interior), Ramnath Adhikari (Agricultura e Pecuária) e Pradeep Yadav (Abastecimento de Água) renunciaram aos seus cargos.

Futuro incerto
Mesmo com a saída de Oli, os manifestantes permanecem divididos e ainda não definiram um nome para liderar o governo interino. A instabilidade política e a violência continuam a dominar o cenário nepalês, com o país à beira de uma ruptura institucional.
Agência Internacional






