Viver sob sua influência é servir a alguém que nunca se satisfaz. Seus elogios são temporários, seu apoio é condicional, seus gestos de “generosidade” sempre cobram lealdade absoluta.

Jornal Clarín Brasil JCB News – Brasil 01/08/25
Os Dissabores de Conviver com um Narcisista
Conviver diariamente com um narcisista é como caminhar por um campo minado emocional. Quem já conviveu com alguém com este transtorno de comportamento sabe sobre o que falo. A casa vira um caos, refletindo o caos interior que esse agente danoso cria na atmosfera e no psicológico de quem o orbita. Pode ser um irmão, um filho, pai ou mãe, ou até mesmo aquele falso amigo, ou amiga, que, sutilmente te desestabiliza e faz de sua vida um verdadeiro inferno, com aqueles “ataques” disfarçados de brincadeirinhas, ou tentando desmerecer seus dons, talentos e exitos, mas sem que você o perceba em primeiro tempo. E aquele parente que disputa com você desde a tenra infância. Que fala mal de você para os amigos e convivas em comum, que prepara um ambiente ácido e hostil para você, sem que você nem saiba o porquê de olhares e palavras agressivas contra sua pessoa ao menor sinal de tentativa de interação, ou seja, esse agente do mal prepara sua “cama de espinhos” paa que você inadvertidamente deite e se estrepe todo diante dos incautos manipulados. Bem, já deu para saber do que estou falando, não é mesmo? Se não convive ou conviveu com nada disso, és um privilegiado, acredite. Porém, na conjuntura atual, levando-se em conta o cada amanhecer ao abrir-mos um jornal, ou ligarmos a televisão para as noticícias matinais, temos nos deparado, o mundo inteiro, com a representando máximo desse danoso perfil; o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que em seu papel de figura pública central, exemplifica como essa dinâmica pode se manifestar em escala global. À primeira vista, ele encanta, e isso vem de longa data, eu mesmo, por ter minhas inserções empreendedoras, já fui admirador confesso dele desde os anos 80’s, até alguns anos atrás. O midiático Donald Trump sempre foi carismático, eloquente e parecendo dominar todos os temas, cercado por glamour, mulheres bonitas, realizações e muita grana diante das câmeras. Mas como sempre acontece, com o tempo, a cortina cai, e o palco revela um espetáculo sombrio de controle, indiferença e manipulação disfarçada de liderança.
O presidente dos Estados Unidos, como um narcisista clássico, domina a arte da sedução emocional. Ele se apresenta como salvador, líder inquestionável, o único capaz de resolver crises. Essa imagem, porém, é meticulosamente construída para alimentar seu ego. Nada é genuíno. Tudo gira em torno dele: suas narrativas são as mais importantes, suas derrotas são sempre injustiças, e suas vitórias são magnificadas. Quem ousa questionar seu script é silenciado com desdém ou ataques calculados.
A convivência com essa figura transforma. Seus aliados, assessores ou até a sociedade que o cerca perdem autonomia. O presidente dos Estados Unidos suga a energia coletiva, drenando entusiasmo e substituindo debates por monólogos. Ele faz isso com um sorriso confiante, como se estivesse “corrigindo” os erros alheios — enquanto, na verdade, impõe sua visão distorcida.
A manipulação é sutil. Quando alguém tenta se distanciar, ele oferece migalhas de reconhecimento. Quando enfrenta resistência, ataca as inseguranças alheias. O gaslighting vira política: “Você está interpretando mal.” “Isso é fake news.” “Só eu conheço a verdade.” Assim, ele mina a confiança dos outros, fazendo-os duvidar até de fatos objetivos.
O presidente dos Estados Unidos jamais assume culpa. Crises são sempre culpa de adversários, da mídia ou de “circunstâncias”. Mesmo diante de provas, ele distorce a realidade e retoma o controle. Se criticado, ridiculariza. Se ignorado, acusa seus oponentes de covardia. A convivência com ele exige constante tensão — um desgaste que corrói instituições e relações.
Viver sob sua influência é servir a alguém que nunca se satisfaz. Seus elogios são temporários, seu apoio é condicional, seus gestos de “generosidade” sempre cobram lealdade absoluta. O presidente dos Estados Unidos não valoriza pessoas — coleciona seguidores. E aqueles que o cercam tornam-se coadjuvantes em seu próprio apagamento.
Com o tempo, o peso é inevitável. A sociedade se vê refém de seu ego. Conquistas coletivas são atribuídas apenas a ele; fracassos, projetados em bodes expiatórios. Medos sociais são instrumentalizados; limites éticos, testados. Tudo em nome de um poder que só beneficia uma narrativa: a sua.
O mais cruel é que, quando ameaçado, o presidente dos Estados Unidos se transforma. Adota o papel de vítima, chora perseguição, promete mudanças — e, por um instante, alguns acreditam. Ele sabe exatamente como explorar vulnerabilidades. É um ciclo vicioso: poder concedido, culpa manipulada, obediência exigida. E o dano se acumula, invisível mas profundo.
Essa dinâmica também corrói laços sociais. Aliados são descartados, instituições são enfraquecidas, a verdade é relativizada. O presidente dos Estados Unidos é mestre em criar narrativas: espalha desinformação, semeia divisões, reescreve fatos. E aqueles que resistem se perguntam como tudo degenerou tão rápido.
Ainda assim, há brechas de lucidez. Momentos em que a sociedade se lembra de valores antes distorcidos — e é neles que reside a esperança. Romper com um líder narcisista exige coragem coletiva. Ele não cederá espaço. Usará ameaças, chantagens e o medo para manter controle. Mas o maior desafio não é derrotá-lo; é reconstruir a confiança, a verdade e o respeito mútuo após anos de toxicidade.
Conviver com um narcisista no poder deixa marcas profundas. Porém, com consciência, união e resistência, é possível restaurar o equilíbrio — porque nenhuma sociedade deve ser refém do ego de quem só enxerga o próprio reflexo.
Na verdade, pela presidência do Brasil tivemos um, em escala menos, e menos inteligente, menos rico, e menos habilidoso, uma figura que também traz consigo esses “leves” transtornos, mas, isso seria assunto para outro dia.
Bom dia à todos!!

Nilson Apollo Belmiro Santos – Nascido em Belo Horizonte, é Colunista – Gestor em Segurança (UNI BH) – Comerciante – Atuante no mercado imobiliário – Comunicador e estudioso político/social
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