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Polícia Civil de Mato Grosso cumpre mandados de busca contra vazamento de vídeo no caso do padre em Nova Maringá

A Diocese de Diamantino iniciou uma apuração interna no dia 14 de outubro, aplicando medidas canônicas para avaliar a conduta do sacerdote.

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira, 16 de outubro de 2025, em residências de suspeitos envolvidos na disseminação de um vídeo gravado na casa paroquial de Nova Maringá. As imagens mostram uma jovem de 21 anos em situação constrangedora, após o noivo, que havia retornado de viagem, invadir o local acompanhado de familiares e registrar o momento com o padre Luciano Braga Simplício. A gravação, amplamente compartilhada nas redes sociais, mostra a jovem se escondendo sob a pia do banheiro após o arrombamento das portas.

A família da jovem registrou boletim de ocorrência na segunda-feira, 13 de outubro, denunciando a exposição indevida das imagens, o que gerou forte repercussão em uma cidade com cerca de 5.800 habitantes.

O inquérito policial investiga os crimes de constrangimento ilegal qualificado, invasão de domicílio e violação de intimidade. Foram apreendidos celulares e computadores para análise técnica. A ocorrência é considerada atípica e depende de manifestação formal da vítima para avançar.

Detalhes da operação policial

A Delegacia de São José do Rio Claro coordenou as diligências, com foco na identificação dos responsáveis pela produção e divulgação do conteúdo. Os mandados visam reunir provas sobre a origem das imagens, incluindo dispositivos como cartões de memória e pen drives.

A investigação ocorre sob sigilo, com o objetivo de proteger os direitos da vítima e evitar interferências externas.

Circunstâncias do flagrante

O noivo, alertado por terceiros sobre a presença da jovem na paróquia, chegou ao local na noite de sábado e exigiu a abertura das portas, que estavam trancadas. Diante da negativa, o grupo arrombou o quarto e o banheiro, encontrando a mulher em estado de agitação e vestida com pijama.

O padre, de 39 anos, aparece sem camisa nas imagens, o que contribuiu para a repercussão do caso. No entanto, até o momento, não há qualquer indício de prática criminosa por parte do religioso.

A jovem, que participa ativamente da comunidade católica, havia passado o dia em atividades na igreja antes do ocorrido. O episódio durou menos de uma hora e foi registrado em vídeo pelo noivo.

Trajetória do padre Luciano Braga Simplício

Luciano Braga Simplício ingressou no sacerdócio em 2012, após formação na Diocese de Diamantino. Atuou como vigário em São José do Rio Claro antes de assumir a Paróquia Nossa Senhora Aparecida em abril de 2025. A transferência ocorreu por razões administrativas, conforme registros eclesiásticos.

O padre mantinha perfis ativos nas redes sociais para divulgar mensagens religiosas, mas optou por desativá-los após o episódio.

Procedimentos eclesiais em andamento

A Diocese de Diamantino iniciou uma apuração interna no dia 14 de outubro, aplicando medidas canônicas para avaliar a conduta do sacerdote. O processo segue as diretrizes do Direito Canônico, com foco na preservação da ordem religiosa e no bem-estar da comunidade.

Em nota oficial, a diocese pediu orações dos fiéis e evitou divulgar detalhes para não interferir na investigação.

Esclarecimento do religioso

Em áudio atribuído ao padre Luciano, compartilhado nas redes sociais, ele afirma que a jovem pediu para usar o quarto externo após ajudar em tarefas paroquiais pela manhã. O religioso nega qualquer envolvimento íntimo e descreve o pedido como uma brincadeira sobre pernoite, sem consequências.

A gravação, com cerca de dois minutos, foi enviada a pessoas próximas com o intuito de esclarecer os fatos.

Proteção dos direitos da vítima

A legislação brasileira, por meio do artigo 218-C do Código Penal, prevê pena de até cinco anos de reclusão para quem divulga imagens íntimas sem consentimento, com agravantes em casos de vulnerabilidade. Especialistas em direito digital estão auxiliando na identificação da origem do vídeo, por meio da análise de metadados.

A família da jovem tem priorizado o apoio psicológico à vítima e evitado contato com a imprensa para preservar sua privacidade.

Depoimentos iniciais foram colhidos para mapear a cadeia de compartilhamento. Equipamentos apreendidos passam por análise forense em busca de novos elementos. O Ministério Público poderá intervir caso sejam identificados danos morais coletivos.

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