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Itamaraty reage com indignação as insanas ameaças a de Donald Trump a democracia brasileira com sanções e força militar

“O governo brasileiro condena o uso de sanções econômicas ou ameaças de uso da força contra a nossa democracia”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em nota oficial divulgada na noite de terça-feira, 9 de setembro.

Em um episódio que gerou perplexidade diplomática, o governo brasileiro condenou veementemente as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu o uso de sanções econômicas, e até do poderio militar contra o Brasil. A ameaça foi feita sob o pretexto de “proteger a liberdade de expressão”, em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe.

“O governo brasileiro condena o uso de sanções econômicas ou ameaças de uso da força contra a nossa democracia”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em nota oficial divulgada na noite de terça-feira, 9 de setembro.

O Itamaraty reforçou que a defesa da liberdade de expressão passa, antes de tudo, pelo respeito à democracia e à vontade popular expressa nas urnas. A nota também repudiou a tentativa de instrumentalização de governos estrangeiros por forças antidemocráticas que buscam coagir instituições nacionais.

Ameaças sem precedentes

A declaração do governo americano foi feita no mesmo dia em que o STF retomou o julgamento de Bolsonaro e seus aliados, acusados de arquitetar uma tentativa de golpe. Dois ministros, Alexandre de Moraes e Flávio Dino já votaram pela condenação. Dino, em seu voto, ironizou a ideia de que pressões externas poderiam influenciar o tribunal:

“Será que as pessoas acreditam que um tuíte de uma autoridade de um governo estrangeiro vai mudar um julgamento no Supremo? Um cartão de crédito, ou Mickey, vão mudar o julgamento no Supremo?”, provocou.

Sanções e ingerência

Desde julho, o governo Trump tem adotado medidas punitivas contra o Brasil, incluindo:

  • Tarifa de 50% sobre exportações brasileiras
  • Sanções via Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes
  • Revogação de vistos de ministros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet

Essas ações têm sido articuladas com apoio de figuras próximas ao ex-presidente Bolsonaro, como seu filho Eduardo Bolsonaro (PL) e o influenciador Paulo Figueiredo, que mantêm diálogo constante com autoridades americanas.

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