“O governo brasileiro condena o uso de sanções econômicas ou ameaças de uso da força contra a nossa democracia”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em nota oficial divulgada na noite de terça-feira, 9 de setembro.

Jornal Clarín Brasil – JCB News – Brasil 10/09/2025
Em um episódio que gerou perplexidade diplomática, o governo brasileiro condenou veementemente as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu o uso de sanções econômicas, e até do poderio militar contra o Brasil. A ameaça foi feita sob o pretexto de “proteger a liberdade de expressão”, em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe.
“O governo brasileiro condena o uso de sanções econômicas ou ameaças de uso da força contra a nossa democracia”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em nota oficial divulgada na noite de terça-feira, 9 de setembro.
Após fala de porta-voz da Casa Branca sobre 'usar meios militares', Itamaraty condena 'ameaças de uso da força' https://t.co/j85XQAME8l #g1
— g1 (@g1) September 9, 2025
O Itamaraty reforçou que a defesa da liberdade de expressão passa, antes de tudo, pelo respeito à democracia e à vontade popular expressa nas urnas. A nota também repudiou a tentativa de instrumentalização de governos estrangeiros por forças antidemocráticas que buscam coagir instituições nacionais.
Ameaças sem precedentes
A declaração do governo americano foi feita no mesmo dia em que o STF retomou o julgamento de Bolsonaro e seus aliados, acusados de arquitetar uma tentativa de golpe. Dois ministros, Alexandre de Moraes e Flávio Dino já votaram pela condenação. Dino, em seu voto, ironizou a ideia de que pressões externas poderiam influenciar o tribunal:
“Será que as pessoas acreditam que um tuíte de uma autoridade de um governo estrangeiro vai mudar um julgamento no Supremo? Um cartão de crédito, ou Mickey, vão mudar o julgamento no Supremo?”, provocou.
Sanções e ingerência
Desde julho, o governo Trump tem adotado medidas punitivas contra o Brasil, incluindo:
- Tarifa de 50% sobre exportações brasileiras
- Sanções via Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes
- Revogação de vistos de ministros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet
Itamaraty condena ameaça de uso da força militar pelos EUA#DIIAC #JornalBandNews pic.twitter.com/bIwmsRy4Dk
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Essas ações têm sido articuladas com apoio de figuras próximas ao ex-presidente Bolsonaro, como seu filho Eduardo Bolsonaro (PL) e o influenciador Paulo Figueiredo, que mantêm diálogo constante com autoridades americanas.
Redação






