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O israelense “Vigarista do Tinder”, é preso na Geórgia

Simon Leviev é símbolo de uma conduta marcada por perversidade e desprezo pelas vítimas

O cidadão israelense Simon Leviev, conhecido mundialmente como o “Vigarista do Tinder”, foi finalmente detido ao desembarcar na Geórgia, conforme confirmou o Ministério do Interior local. A prisão foi realizada com base em um mandado internacional emitido pela Interpol, mais um capítulo na trajetória de um criminoso cuja atuação é marcada por frieza, manipulação e absoluto desprezo pelo sofrimento alheio.

Leviev ganhou notoriedade após o documentário da Netflix The Tinder Swindler expor seu esquema cruel: usando uma identidade falsa, ele se passava por herdeiro do magnata dos diamantes Lev Leviev, exibindo uma vida de luxo com jatos particulares e iates para atrair mulheres no aplicativo Tinder. Uma vez conquistada a confiança, ele as convencia a emprestar grandes quantias de dinheiro sob pretextos fraudulentos, valores que jamais foram devolvidos. Estima-se que o golpe tenha ultrapassado US$ 10 milhões.

O que se revela não é apenas um estelionatário, mas alguém de péssima índole, que explorou emocionalmente suas vítimas com requintes de crueldade. Em vez de arrependimento, Leviev manteve sua postura arrogante, como demonstrado por seu advogado, que afirmou que o criminoso “viajava livremente” antes da prisão, como se não houvesse nada de errado em sua conduta.

O histórico de Leviev é extenso e sombrio: antes do golpe internacional, já havia sido condenado por falsificação, roubo e até abandono de uma criança sob seus cuidados. Em dezembro de 2024, um tribunal de Tel Aviv ordenou que ele pagasse 415.000 shekels (US$ 124.000) à vítima Kate Conlin, que foi ameaçada e coagida a contrair empréstimos em seu nome. Outros processos seguem em curso, incluindo uma ação da própria família Leviev por danos à reputação.

A prisão de Simon Leviev é um lembrete contundente de que charme e aparência podem esconder intenções profundamente nocivas. Seu caso não é apenas sobre fraude financeira, é sobre a destruição emocional de pessoas que confiaram nele. Um retrato claro de mau-caratismo em sua forma mais calculada.

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