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Donald Trump pede U$15 bilhões em ação contra New York Times e levanta alerta sobre tentativa de censura disfarçada

A ação, movida na Flórida, ocorre em meio a uma escalada de tensões entre Trump e grandes veículos de comunicação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ingressou com uma ação de difamação no valor de US$ 15 bilhões contra o jornal New York Times, acusando-o de promover uma campanha sistemática de ataques contra sua imagem e de favorecer abertamente o Partido Democrata.

Em publicação no Truth Social, Trump classificou o jornal como “um dos piores e mais degenerados da história do nosso país”, acusando-o de atuar como “porta-voz da Esquerda Radical” e de apoiar sua rival democrata Kamala Harris com o que chamou de “a maior contribuição ilegal de campanha de todos os tempos”.

A ação, movida na Flórida, ocorre em meio a uma escalada de tensões entre Trump e grandes veículos de comunicação. Em sua declaração, o presidente afirmou que o New York Times “teve permissão para mentir, difamar e me atacar livremente por muito tempo, e isso acaba AGORA”.

Embora apresentada como uma resposta legal a supostas difamações, a iniciativa levanta preocupações sobre o uso do sistema judicial como instrumento de intimidação à imprensa. Especialistas em liberdade de expressão apontam que ações desse tipo, especialmente quando envolvem valores exorbitantes e acusações amplas, podem configurar uma forma velada de censura, pressionando veículos críticos a se autocensurarem por medo de represálias judiciais.

O episódio se soma a outros embates recentes de Trump com a mídia. No início do ano, a Paramount Global, controladora da CBS, pagou US$ 16 milhões para encerrar um processo relacionado à edição de uma entrevista com Kamala Harris no programa 60 Minutes. Trump alegou que a emissora manipulou a entrevista para favorecer a candidata democrata, acusando-a de distorcer o conteúdo original.

O New York Times, que historicamente apoia candidatos democratas desde 1956, declarou apoio a Kamala Harris em 2024, destacando sua “competência, cuidado e respeito pela Constituição”. O jornal ainda não se pronunciou sobre o processo.

Em um cenário eleitoral polarizado, ações judiciais como essa reacendem o debate sobre os limites entre o direito à reparação e o risco de instrumentalização da Justiça para silenciar vozes críticas, um dilema central para democracias que dependem de uma imprensa livre e plural.

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