O caso é o mais recente em uma série de controvérsias envolvendo a participação de atletas biologicamente masculinos em competições femininas.

Jornal Clarín Brasil – JCB News – Brasil 26/11/2025
A vencedora do título de Mulher Mais Forte do Mundo de 2025 foi desclassificada após os organizadores do evento descobrirem que a atleta, Jammie Booker, é biologicamente do sexo masculino. A decisão foi anunciada durante o Cerberus Strength Official Strongman Games, no Texas, onde Booker havia vencido a categoria feminina Open.
Em comunicado nas redes sociais, a organização Official Strongman afirmou que não tinha conhecimento prévio do sexo biológico da atleta e declarou: “Diante disso, desclassificamos a atleta em questão”. A organização justificou a medida pela responsabilidade de “garantir a imparcialidade” das competições, atribuindo atletas às categorias masculina ou feminina com base no sexo registrado ao nascimento. Com a desclassificação, a britânica Andrea Thompson foi declarada a nova campeã.
O caso é o mais recente em uma série de controvérsias envolvendo a participação de atletas biologicamente masculinos em competições femininas. O debate ganhou força global após casos como o da nadadora americana Lia Thomas e da halterofilista neozelandesa Laurel Hubbard, levantando questões sobre vantagens físicas mantidas mesmo após a transição de gênero.
Em julho, o Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA proibiu a participação de mulheres transgênero em modalidades femininas, seguindo uma determinação do governo federal. A medida ameaça cortar verbas de instituições que permitirem a participação de atletas trans em categorias que não correspondem ao seu sexo biológico.
The winner of the “World’s Strongest Woman” competition has been disqualified and the title was stripped from Jammie Booker after it was revealed that Booker was born a man. We spoke to others in the competition who say this has nothing to do with hate but fairness and an equal… pic.twitter.com/u54lLvHFOp
— Brooke Taylor (@Brooketaylortv) November 26, 2025
A pressão sobre o tema aumentou após os Jogos Olímpicos de Paris 2024, quando a boxeadora argelina Imane Khelif, que havia sido barrada em campeonatos mundiais por critérios de gênero, conquistou a medalha de ouro. Na ocasião, o ex-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, admitiu publicamente a falta de um “sistema cientificamente sólido” para distinguir homens e mulheres no esporte.
Segundo reportagem do jornal The Times, o COI prepara uma nova política de elegibilidade para os próximos Jogos Olímpicos, com base em estudos que indicam a persistência de vantagens físicas conferidas pela puberdade masculina, mesmo após a redução dos níveis de testosterona. A expectativa é que a nova regra exclua mulheres trans das competições femininas.
AIN






