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Atleta que Nasceu Homem é Desclassificado e Perde Título de “Mulher” Mais Forte do Mundo de 2025

O caso é o mais recente em uma série de controvérsias envolvendo a participação de atletas biologicamente masculinos em competições femininas.

A vencedora do título de Mulher Mais Forte do Mundo de 2025 foi desclassificada após os organizadores do evento descobrirem que a atleta, Jammie Booker, é biologicamente do sexo masculino. A decisão foi anunciada durante o Cerberus Strength Official Strongman Games, no Texas, onde Booker havia vencido a categoria feminina Open.

Em comunicado nas redes sociais, a organização Official Strongman afirmou que não tinha conhecimento prévio do sexo biológico da atleta e declarou: “Diante disso, desclassificamos a atleta em questão”. A organização justificou a medida pela responsabilidade de “garantir a imparcialidade” das competições, atribuindo atletas às categorias masculina ou feminina com base no sexo registrado ao nascimento. Com a desclassificação, a britânica Andrea Thompson foi declarada a nova campeã.

O caso é o mais recente em uma série de controvérsias envolvendo a participação de atletas biologicamente masculinos em competições femininas. O debate ganhou força global após casos como o da nadadora americana Lia Thomas e da halterofilista neozelandesa Laurel Hubbard, levantando questões sobre vantagens físicas mantidas mesmo após a transição de gênero.

Em julho, o Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA proibiu a participação de mulheres transgênero em modalidades femininas, seguindo uma determinação do governo federal. A medida ameaça cortar verbas de instituições que permitirem a participação de atletas trans em categorias que não correspondem ao seu sexo biológico.

A pressão sobre o tema aumentou após os Jogos Olímpicos de Paris 2024, quando a boxeadora argelina Imane Khelif, que havia sido barrada em campeonatos mundiais por critérios de gênero, conquistou a medalha de ouro. Na ocasião, o ex-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, admitiu publicamente a falta de um “sistema cientificamente sólido” para distinguir homens e mulheres no esporte.

Segundo reportagem do jornal The Times, o COI prepara uma nova política de elegibilidade para os próximos Jogos Olímpicos, com base em estudos que indicam a persistência de vantagens físicas conferidas pela puberdade masculina, mesmo após a redução dos níveis de testosterona. A expectativa é que a nova regra exclua mulheres trans das competições femininas.

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