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EUA e Irã fecham acordo para pôr fim ao conflito no Estreito de Ormuz; Israel rejeita cláusulas sobre Líbano

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, teria rejeitado os termos do acordo referentes à invasão do Líbano por seu país.

Genebra — Os Estados Unidos e o Irã afirmaram ter chegado a um memorando de entendimento para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro, após uma campanha conjunta de bombardeios entre EUA e Israel que levou Teerã a fechar o Estreito de Ormuz para a maior parte da navegação. O acordo será formalmente assinado na próxima sexta-feira, em Genebra, na Suíça.

Pelo entendimento, o Irã se compromete a reabrir o estreito — por onde passa cerca de um quarto do petróleo e GNL transportados por via marítima no mundo — enquanto os dois lados terão 60 dias para negociar o futuro do programa nuclear iraniano. O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou “a abertura irrestrita do Estreito de Ormuz” e o fim do bloqueio naval americano aos portos iranianos. “Deixem o petróleo fluir!”, escreveu ele na rede Truth Social.

Israel rejeita termos sobre o Líbano

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, comunicou a Trump que Israel não se considera vinculado às disposições do acordo relacionadas ao Líbano e que não retirará suas forças do sul do país, conforme publicou o jornal Ynet. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, reiterou que as Forças de Defesa de Israel permanecerão na região e alertou que responderão “com toda a força” caso o Irã ataque em retaliação às operações contra o Hezbollah.

Cláusulas econômicas e cessar-fogo

De acordo com informações divulgadas, o Irã reabrirá o Estreito de Ormuz, interromperá o enriquecimento de urânio e renunciará às armas nucleares em troca da liberação de US$ 25 bilhões em ativos congelados, alívio das sanções, fim do bloqueio naval dos EUA e um pacote de reconstrução de US$ 300 bilhões.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, pediu o fim das ações militares israelenses no Líbano e afirmou, em conversas com seus homólogos turco, iraquiano e egípcio, que todas as hostilidades devem cessar.

Reações e mercado

A União Europeia saudou o acordo. A chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, afirmou que o entendimento pode criar o “espaço tão necessário” para a desescalada. Os preços do petróleo caíram acentuadamente: o WTI dos EUA recuou 4,7%, para US80,83 o barril,eoBrentcaiu 4 83,77 — os menores patamares desde 4 de março, logo após o início da operação conjunta EUA-Israel contra o Irã.

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