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Meus Vinte Anos de Coca-Cola e Rock And Roll – Por Lin Quintino

Aos vinte, minha dieta era açúcar líquido e guitarras distorcidas.

A vida tinha o tamanho de uma garrafa de vidro gelada, que eu abria com pressa para não perder o refrão da música.

O mundo parecia girar na velocidade de um solo de guitarra maluco, e eu ia junto, sem cinto de segurança.

Eu colecionava tampinhas como quem coleciona vitórias, cada uma, uma noite, um beijo, um quase.

Eu acreditava que a felicidade cabia num refrão cantado aos gritos, e que o amor podia durar pelo menos até o próximo show, rápido, sem pausas dramáticas.

As madrugadas eram curtas, mas os sonhos, longos.

Eu acreditava que a felicidade cabia num refrão cantado aos gritos, e que o amor podia durar pelo menos até o próximo show.

Não sabia nada de futuro, mas sabia de cor a playlist da minha vida.

Hoje, penso que aqueles vinte anos foram uma overdose de inocência com cafeína.

E, de certa forma, eu ainda vivo um pouco deles, sempre que a música começa e o mundo volta a ter gosto de Coca-Cola.

Lin Quintino

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