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O Brasil Não Se Curva as ameaças dos EUA: Soberania, Justiça e Verdade

Presidente diz que STF não deve temer ameaças externas

Em um momento emblemático para a democracia brasileira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou nesta terça-feira, 2 de setembro, sobre o julgamento histórico no Supremo Tribunal Federal (STF) que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus. A declaração foi feita após Lula prestar homenagem ao jornalista Mino Carta, em São Paulo, um ícone da resistência democrática.

Bolsonaro é acusado pela Procuradoria-Geral da República de liderar uma tentativa de golpe de Estado para se manter no poder após sua derrota nas eleições de 2022. Para Lula, os acontecimentos atuais revelam com clareza o fim de um ciclo sombrio da história nacional.

“Os fatos estão vindo à tona, e o Brasil começa a enxergar com nitidez o período nefasto que enfrentamos. A verdade está vencendo, e a justiça está se impondo com firmeza”, afirmou o presidente. “Se Mino Carta estivesse hoje diante de sua máquina de escrever, certamente estaria registrando um dos capítulos mais belos e decisivos da nossa trajetória democrática.”

Questionado sobre o julgamento no STF, Lula foi enfático: “Espero que a justiça seja feita com base nos autos, nas provas, nas delações. E que se respeite a presunção de inocência, mas que também se respeite o direito do povo brasileiro de ver a verdade triunfar. Eu mesmo fui alvo de injustiças, não chorei, fui à luta. Quem é inocente, que prove.”

Sobre as tentativas de interferência do presidente norte-americano Donald Trump, Lula não hesitou em defender a soberania nacional: “Não há razão para temer acusações externas. O que os Estados Unidos estão fazendo é ultrapassar todos os limites da diplomacia e da ética internacional. É inadmissível que um governo estrangeiro tente julgar o funcionamento da justiça de outro país.”

Com firmeza, Lula reiterou que Trump não foi eleito para governar o mundo: “Ele é presidente dos Estados Unidos, não imperador global. Se houver disposição para o diálogo, o Lulinha Paz e Amor está pronto. Mas que fique claro: o Brasil não se curva. Somos uma nação soberana, com 201 anos de amizade com os EUA e queremos mais 201, desde que seja com respeito mútuo e democracia.”

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