Silêncio ensurdecedor

Jornal Clarín Brasil – JCB News – Brasil 06/09/2025
Enquanto Gaza agoniza sob escombros e fome, o mundo permanece em silêncio, cúmplice, omisso, indiferente. Em uma nova declaração do Ministério da Saúde de Gaza, foi revelado que mais seis palestinos, incluindo uma criança, morreram nas últimas 24 horas por desnutrição. Não por doença, não por acidente, por fome. Uma fome imposta, deliberada, usada como arma por Israel que buscar destruir a Palestina.
Desde 7 de outubro de 2023, 382 pessoas morreram de fome na Faixa de Gaza. Destas, 135 eram crianças. Crianças. Pequenos corpos que não resistiram à ausência de comida, água, dignidade. E mesmo após a ONU reconhecer oficialmente a fome em Gaza em agosto de 2025, o número de mortos continua a subir. São 104 vítimas desde então, incluindo 20 crianças. E o que faz a comunidade internacional? Nada. Absolutamente nada.

Fome catastrófica: um crime em tempo real
O relatório da Classificação Integrada de Segurança Alimentar (IPC), apoiado pela ONU, não deixa dúvidas: Gaza atingiu o nível 5, o mais alto, o mais cruel, o mais catastrófico. Mais de meio milhão de pessoas vivem em condições que desafiam qualquer noção de humanidade. E ainda assim, não há sanções, não há pressão diplomática, não há corredores humanitários eficazes. Há apenas silêncio.
Bloqueio, destruição e desumanização
Sob um bloqueio implacável, Gaza está sendo sufocada. A ajuda humanitária é barrada, os suprimentos médicos não chegam, a água potável é escassa. A fome é usada como estratégia militar. A sede, como punição coletiva. A destruição de 88% da infraestrutura civil não é colateral, é sistemática. E os deslocados, que somam 2 milhões de pessoas, são bombardeados mesmo em tendas improvisadas e escolas superlotadas.

Crianças morrem. O mundo desvia o olhar.
As mortes por fome entre crianças aumentam a cada dia. São vítimas de um cerco que não distingue idade, inocência ou fragilidade. E enquanto isso, líderes mundiais discursam sobre paz, sobre direitos humanos, sobre desenvolvimento sustentável — ignorando que, em Gaza, crianças estão morrendo por não terem o que comer.
Um massacre em números
Desde o início dos ataques em outubro de 2023:
- 64.300 palestinos foram mortos
- 162.000 ficaram feridos
- 2 milhões foram deslocados
- 382 morreram de fome
- 135 dessas vítimas eram crianças
Esses números não são estatísticas. São vidas. São histórias interrompidas. E cada uma delas carrega o peso da negligência internacional.
Agência Internacional






