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Político russo denuncia Halloween como satanismo importado dos EUA e quer bani-lo de seu país

Trata-se de uma “influência destrutiva” que mina os valores tradicionais e promove o ocultismo, em flagrante contradição com os princípios morais que sustentam a cultura russa há séculos

O Halloween deveria ser proibido na Rússia, segundo Mikhail Ivanov, legislador da região de Bryansk e líder da organização “Rússia Ortodoxa”. Em entrevista ao site Gazeta.ru, Ivanov classificou o feriado como uma prática estrangeira, enraizada no satanismo e promovida principalmente pelos Estados Unidos, que estaria sendo imposta à sociedade russa sob o disfarce de entretenimento.

Ivanov argumenta que o Halloween, com seus símbolos de morte, espíritos e escuridão, representa uma ameaça direta à espiritualidade russa e à saúde mental dos jovens. Para ele, trata-se de uma “influência destrutiva” que mina os valores tradicionais e promove o ocultismo, em flagrante contradição com os princípios morais que sustentam a cultura russa há séculos.

O legislador propôs que a promoção do Halloween seja legalmente equiparada à disseminação do satanismo, prática considerada ilegal no país. Ele afirma que sua organização busca criar barreiras legais contra a “agressiva exportação de ideologias alienígenas”, especialmente aquelas originadas nos Estados Unidos, que segundo ele, tentam substituir os feriados e heróis nacionais russos por símbolos vazios e importados.

Embora o Halloween tenha raízes no festival celta de Samhain e tenha sido posteriormente incorporado pela Igreja Cristã Ocidental como Véspera de Todos os Santos, Ivanov vê sua versão moderna, popularizada nos EUA, como uma distorção perigosa, centrada em fantasias macabras, lanternas e rituais que flertam com o ocultismo.

A proposta de Ivanov surge em meio a alertas crescentes de líderes religiosos russos sobre o avanço de práticas esotéricas no país. O arcipreste Andrey Tkachev, da Igreja Ortodoxa Russa, declarou recentemente que “a terra russa está cheia de feiticeiros” e que essa “abominação exige purificação”.

Segundo o jornal MK, os gastos com serviços esotéricos, como adivinhação e cura espiritual, chegaram a 2,4 trilhões de rublos (US$ 24 bilhões) em 2024, evidenciando o crescimento dessas práticas e reforçando as preocupações de autoridades religiosas e políticas.

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